PF recaptura traficante do PCC

Zóio havia sido solto por engano em outubro

Vitor Hugo Brandalise, O Estadao de S.Paulo

09 de janeiro de 2009 | 00h00

A Polícia Federal prendeu ontem o traficante Fernando Henrique Pereira de Sousa, de 27 anos, o Zóio, que havia sido solto por engano em outubro, após uma confusão na entrega de seu mandado de prisão preventiva. O traficante, preso em setembro acusado de porte de explosivos e ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), foi recapturado na região central de Santo André, por volta das 17 horas. Com ele, foram apreendidos documentos com contabilidade de drogas cujas transações, segundo a PF, somam mais de R$ 1 milhão.O criminoso - acusado de planejar a explosão da Penitenciária Adriano Marrey, em Guarulhos, no ano passado - foi solto em 16 de outubro mesmo com prisão preventiva decretada. A confusão aconteceu porque os policiais de plantão na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo desconheciam a decisão judicial quando o prazo da prisão temporária expirou, à zero hora daquele dia. Pensando que não havia ordem legal para mantê-lo preso, os policiais soltaram o acusado.Além dos documentos com contabilidade de drogas, os agentes da PF apreenderam com o traficante documentos falsos e um Palio. Preso pela primeira vez em 15 de setembro, Sousa mantinha, segundo a PF, um laboratório de refino de cocaína junto com Edson Carlos Miguel, o Gordo. Os policiais encontraram no local, em setembro, 10 quilos de cocaína, 20 quilos de maconha, além de munições e explosivos.CONFUSÃOHá duas versões para a liberação de Sousa, em 16 de outubro. Segundo a Justiça paulista, funcionários do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo) encaminharam dois faxes para a PF em 14 de outubro, comunicando sobre o pedido de prisão preventiva, que não foram vistos pelos funcionários. A PF sustenta que cobrou resposta da Justiça no dia 15, mas só encontrou o fax após expirar o prazo da prisão temporária. A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar suposta prevaricação de funcionários do TJ de São Paulo e da PF. O juiz Davi Capelatto, do Dipo, também determinou a instauração de inquérito no Departamento Estadual de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).

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