PF recomenda polícia em vias expressas no Rio de Janeiro

O reforço do policiamento nas vias expressas e túneis com o uso de câmeras para um monitoramento inteligente é uma das principais recomendações da Polícia Federal para o combate à criminalidade no Rio. A principal crítica feita ao policiamento no Rio é justamente a falta de um plano de patrulhamento ostensivo para essas áreas capaz de conter ações criminosas recorrentes.Os especialistas da PF estão convencidos que é possível evitar que arrastões com roubos seguidos de carros continuem ocorrendo em locais como a Linha Vermelha ou o Túnel Rebouças, que liga a zona norte à zona sul. Essas medidas permitiriam uma reação imediata da polícia, o que não ocorre hoje.As propostas elaboradas pela PF, que já constavam de um plano de reforço da segurança da cidade sugerido em 2003, são consideradas válidas para o esforço do atual governo. Entre as medidas sugeridas estavam o monitoramento por câmeras na saídas dos túneis e nas vias expressas. Um dos que contribuíram com sugestões para o plano foi o próprio diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, que é carioca e identificou deficiências circulando pela cidade.Lacerda confirmou que as linhas principais do plano não foram aproveitadas e manifestou perplexidade com a falta de um monitoramento eficiente dessas vias. "Um túnel como o Rebouças pode ter um circuito interno de TV, isso é uma coisa simples, qualquer condomínio tem. O monitoramento seria complementado com patrulhas nas saídas", disse.Outra sugestão da PF era o fim das blitze feitas por policiais militares em vias expressas ou em áreas sem importância na cidade, como as recorrentes no Aterro do Flamengo ou Praia de Botafogo. A avaliação dos policiais federais é de que o recurso é inócuo e dá margem à corrupção e transtornos no trânsito. Os policiais só recorreriam a uma blitz com um objetivo específico, como deter criminosos em fuga. Isso também esvaziaria as falsas blitze, recurso muito utilizado por bandidos para o roubo de carros.

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