PF revela que PT e órgãos públicos estão envolvidos na trama do dossiê

Pelo menos dez órgãos e instituições públicas e o PT estão envolvidos na trama do dossiê Vedoin, revelam investigações da Polícia Federal. O vínculo de entidades, possivelmente na esfera federal, foi descoberto com base na quebra do sigilo telefônico de 150 números. Nos telefonemas, os interlocutores comentam sobre a compra da documentação contra políticos tucanos. Nesta sexta-feira, 13, a PF pediu à Justiça a quebra de sigilo telefônico de mais 100 pessoas, informou o delegado Diógenes Curado, que conduz as investigações, sem citar nomes.Ao todo, já são 750 pedidos de quebra de sigilo telefônico para rastrear a origem de R$ 1,75 milhão apreendidos em 15 de setembro, no hotel Ibis, em São Paulo. O dinheiro, em dólares e reais, estava com Gedimar Passos e Valdebran Padilha. A PF pretende esclarecer o escândalo do dossiê antes do segundo turno das eleições.DepoimentosNovas diligências serão feitas em casas de câmbio, bingos e casas lotéricas em São Paulo a partir deste sábado. Na próxima segunda-feira, 16, o empresário Abel Pereira vai depor, às 9 horas, em Cuiabá. Na próxima terça-feira, a PF confirmou o depoimento do presidente licenciado do PT, Ricardo Berzoini, em Brasília. A PF acredita que Abel Pereira e Ricardo Berzoini possam apresentar informações relevantes para a conclusão do inquérito. Abel é apontado pelo dono da Planam, Luiz Antônio Trevisan Vedoin, como intermediário na liberação de verbas no Ministério da Saúde durante a gestão do ministro Barjas Negri, no governo de Fernando Henrique Cardoso.Em depoimento à Justiça Federal, Vedoin sustentou acusações feitas contra o empresário para a liberação de emendas de interesse da máfia das ambulâncias. Já Berzoini, teria conhecimento do dossiê e do interesse de Abel Pereira em adquiri-lo, revela uma fonte da PF.

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