PF vai investigar desaparecimento de brasileira nos EUA

A Polícia Federal deve iniciar, no Brasil, investigações sobre o desaparecimento da estudante brasileira Carla Vicentini, de 22 anos, vista pela última vez na madrugada de 9 de fevereiro ao sair de um bar em Newark, Nova Jersey. Como Carla desapareceu menos de um mês depois de chegar aos Estados Unidos, a polícia vai investigar se há alguma ligação com pessoas que tinham contato com ela no País. Nesta quarta, 26, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, recebeu em seu gabinete a mãe de Carla, Tânia Vicentin. Ela pediu ajuda nas investigações, até agora a cargo da polícia de New Jersey e do FBI (Federal Bureau os Investigation), a polícia federal americana.Bastos terá um encontro amanhã com o superintendente da Polícia Federal, Paulo Lacerda, para decidir a forma de atuação dos policiais brasileiros. O ministro anunciou também que pedirá a colaboração da Interpol, a polícia internacional. "Estou esperançosa. Tenho certeza que vão tomar providências. O que eu pedi foi que se procure uma brasileira que está desaparecida. Não me sinto sozinha nesta luta", disse Tânia antes de embarcar de volta para o Paraná, onde vive com o marido e outras duas filhas, na cidade de Goiorê. Outra providência de Bastos será pedir ao Itamaraty que o consulado brasileiro em Nova York providencie assistência jurídica para a família.Carla saiu do bar acompanhada de um homem não identificado, segundo a amiga com quem dividia um apartamento, a brasiliense Maria Eduarda Ribeiro. O adido do FBI no Brasil, Daniel Clegg, fez um relato detalhado para o ministro da Justiça sobre as investigações. Segundo o policial americano, foi quebrado o sigilo de acesso ao computador de Carla e rastreadas mensagens enviadas e recebidas pela jovem.Aparentemente, nada indica uma possível fuga tramada por ela ou que estivesse correndo perigo. Clegg disse ainda que não havia sinal de invasão ou de luta no quarto da moça. "Quebramos o sigilo do acesso à internet, estamos entrevistando as pessoas que moravam perto dela, em uma região com a maioria de moradores brasileiros ou portugueses. Ainda não temos um resultado, uma explicação", disse o policial. "Ela pode estar viva", acrescentou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.