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PGR reitera posição contrária à prisão domiciliar de João de Deus

O presidente do STF, o ministro Dias Tofolli, pediu um parecer após a defesa alegar fragilidades na saúde do médium; ele está preso desde 16 de dezembro, após acusações de abuso sexual

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2019 | 20h30

A procuradora-geral da República, Raque Dodge, manifestou, neste sábado, 5, posição contrária ao pedido liminar de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa de João de Deus. O médium foi apreso após denúncias de abuso sexual de mulheres na cidade de Abadiânia, em Goiás.

Dodge reiterou a manutenção de prisão preventiva do médium em resposta à solicitação do presidente do STF, o ministro Dias Tofolli, pedindo um parecer após a defesa alegar fragilidades na saúde de João de Deus. Segundo os advogados, a unidade prisional de Abadiânia não tem serviço adequado a sua situação.

 “Em nenhum dos atendimentos médicos registados no relatório foi especificado algum problema de saúde do paciente que não possa ser acompanhado e tratado no estabelecimento prisional onde se encontra”, pontuou Raquel Dodge. A PGR sustentou que o pedido da defesa deve ser indeferido pela Suprema Corte.

João de Deus, que está preso desde o dia 16 de dezembro, teve que deixar o presídio e ser atendido às pressas após ter passado mal na tarde de quarta-feira, 2. Exames de rotina feitos nos presos revelaram sangue em sua urina.

O médium foi, primeiramente, encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento Geraldo Magela, no Parque Flamboyant, em Aparecida de Goiânia. Na sequência, foi levado ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Segundo o Hospital, os exames não mostraram alterações que indicassem necessidade de internação hospitalar, por isso João de Deus foi levado de volta ao presídio.

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