Picolé coreano ganha as ruas de São Paulo

Melona saiu da Liberdade para a Avenida Paulista

O Estadao de S.Paulo

15 de dezembro de 2007 | 00h00

Semana passada, a analista de projetos Deise Forti, de 44 anos, andava pelo Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, após o almoço, quando foi atraída por um banner verde anunciando alguma coisa numa loja de doces. Foi ver: era um picolé que ela nunca tinha visto nem ouvido falar. Provou e gostou.Só depois foi saber que se tratava do Melona, um sorvete importado da Coréia do Sul que está se tornando a maior moda na cidade e promete estourar no verão. A onda começou em agosto nas lojas de artigos orientais da Liberdade. Em pouco tempo ganhou outros bairros de São Paulo e hoje pode ser encontrada em 40 pontos de venda.A região da Avenida Paulista foi um desses últimos locais. Principalmente nos finais de semana, é possível ver várias pessoas passeando com uma embalagem chamativa em uma das mãos.Existe Melona de morango, banana e melão - este último o mais popular. É maior que os picolés nacionais e tem formato retangular. O que mais chama atenção é a cor - forte e similar à da fruta."Nunca tinha ouvido falar. Foi no impulso. A cor me chamou atenção", disse Deise, enquanto olhava para a embalagem do picolé. "Adorei. É cremoso e não é enjoativo."O analista de suporte Wagner Maekawa, de 28 anos, já aderiu ao Melona há um mês. Pelo menos duas vezes por semana, passa numa loja no Conjunto Nacional para pegar a sobremesa. "Um colega do trabalho me indicou. Como eu já gostava de bala de melão, experimentei. E gostei."Erika Yoshi Zaki, de 24 anos, vendedora de uma das lojas da Paulista onde é possível comprar o Melona por R$3,50, diz que são vendidos cerca de 600 picolés por semana. Há seis meses, o número não passava de 50."Parece sorvete de massa, mas vem no palito. É doce mas não é enjoativo", afirmou, tentando encontrar uma explicação para o sucesso. Segundo Erika, não existe um perfil dos consumidores. "De crianças a senhoras de idade, orientais ou não."Fernando Ki, diretor administrativo da importadora M-Cross, responsável pela popularização do Melona, explicou que o picolé é feito pela Binggrae ("A Kibon da Coréia") e começou a fazer sucesso em 1993. Naquele ano, foram vendidos cerca de 2 milhões de unidades.Em janeiro, quando começaram a importar o Melona, traziam 120 mil picolés, que eram vendidos em 20 dias. Hoje eles dobraram a quantidade. "Sabia que seria um sucesso por aqui."

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