Piloto arremeteu em Congonhas 1 dia antes da tragédia

O comandante da TAM Rinaldo Patrício Bayama Junior disse à Polícia Civil que foi obrigado a abortar o pouso de um Airbus no Aeroporto de Congonhas em 16 de julho, um dia antes da tragédia do vôo 3054, que causou 199 mortes. Ele disse que a torre liberou o pouso, mas a pista não tinha condições de segurança. Bayama depôs anteontem e contou que tomou a decisão ao ver "a cabeceira da pista toda brilhante, espelhada, em razão da chuva que caía". Disse que pesaram o fato de ter sido avisado pouco antes que um avião saíra da pista e o histórico de problemas do aeroporto. Afirmou que naquele dia três colegas da TAM também arremeteram. "Trata-se de uma pista que requer mais cuidado por não possuir área de escape, que operava 50% acima de sua capacidade", disse, ressaltando que a reforma deixou o piso muito escorregadia. "É opinião quase unânime que a pista principal molhada não oferece condições de segurança."

O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2001 | 00h00

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