Piloto do Legacy afirma que tinha autorização para plano de vôo

O piloto Joseph Lepore e o co-piloto Jan-Paul Paladino, do jato executivo Legacy, que se chocou com o Boeing da Gol na sexta-feira, 30, disseram em depoimento à polícia de Mato Grosso que tinham autorização da torre de Brasília para efetuar o plano de vôo a 37 mil pés de altitude (dez mil metros) no trecho entre São José dos Campos aos Estados Unidos, com escala em Manaus para abastecimento. Os depoimentos foram prestados no domingo, em Cuiabá, ao delegado Anderson Garcia, que trabalha no inquérito que investiga o acidente. Os pilotos e outros cinco tripulantes - Ralph Anthony Michelli, David Jeffrey Rimmer, Henry Arthur Yandle, Joseph Michel Sharkey e Daniel Robert Bachman - contaram que o Legacy não se desviou da rota de vôo e que, no momento do choque com o Boeing, mantinham contato com a torre de controle de Brasília. Eles também disseram que o equipamento anticolisão não emitiu nenhum alerta sobre a aproximação do avião da Gol. A polícia informou que irá confrontar todos os dados e depoimentos com base nos laudos técnicos que serão enviados para descobrir as causas do acidente. Não está descartada a possibilidade de ter ocorrido falha no controle do espaço aéreo, disse o delegado. "Nós temos atribuições de apurar as circunstâncias das mortes e se possível a comitiva americana será ouvida novamente por carta rogatória", disse o delegado que está trabalhando com estreito contato com os órgãos de aviação entre eles a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ministério da Aeronáutica, Departamento de Aviação Civil e Infraero. O delegado Luciano Inácio da Silva, que preside o inquérito, aguarda os relatórios das autorizações das Torres de Controles de Vôos de Brasília e Manaus. Com base nessas informações e com a análise das duas caixas-pretas a polícia espera esclarecer as circunstâncias do acidente.

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