Piloto do megatraficante Leo foge da prisão no Pará

O piloto de avião Osmar Anastácio, que trabalhava para a quadrilha do megatraficante Leonardo Dias Mendonça, o Leo, fugiu na madrugada desta quarta-feira da delegacia de São Félix do Xingu, no sul do Pará. Ambos foram condenados a 23 anos de prisão pela Justiça Federal de Mato Grosso por tráfico internacional de drogas.Osmar Anastácio e outros nove presos serraram as grades das celas, arrombaram o portão e fugiram pelos fundos da delegacia. O superintendente da Polícia Civil na região, delegado Luís Antônio Ferreira, disse que a delegacia de São Félix do Xingu não tinha a segurança necessária para abrigar o acusado.Juiz suspeitaO delegado do município, José Rodrigues Taborda, informou que pedira agilidade na transferência do piloto ao juiz de São Félix e à Divisão de Polícia do Interior, em Belém. Taborda lamentou a fuga, mas o juiz da comarca, Alan Rodrigues Campos, é taxativo: "Suspeito de que o acusado foi avisado da transferência e por isso fugiu?.A Delegacia-Geral em Belém vai abrir inquérito para saber se houve facilitação de policiais na fuga. Osmar Anastácio é acusado, como seu chefe Leonardo Mendonça, atualmente preso na sede da Polícia Federal de Goiânia, de participação numa poderosa quadrilha de narcotraficantes que atuava na rota Colômbia-Suriname-Brasil.Tráfico internacionalLeonardo Mendonça, juntamente com Luiz Fernando da Costa, o Fernando Beira-Mar, já foi indiciado pela Justiça americana por tráfico internacional.O esquema da quadrilha envolvia pelo menos 73 pessoas. No começo deste ano, Mendonça foi multado em R$ 11 milhões pela Receita Federal por sonegação de impostos. Segundo levantamento da Receita, ele possui entre seus bens quatro aviões, helicópteros, várias fazendas no sul do Pará, Goiás, Roraima e Mato Grosso.Também é dono de casas e apartamentos, além de uma rede de postos de gasolina. Para a Polícia Federal, Leonardo Mendonça seria o líder do narcotráfico no Brasil, e Fernando Beira-Mar, seu subordinado, na distribuição de cocaína nas favelas e apartamentos de luxo do centro-sul do país.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.