Piloto escapa vivo de queda de caça F-5

O tenente Henrique da Silva Rodrigues, de 27 anos, sobreviveu à queda do caça F-5 que pilotava na noite deste domingo. Ele conseguiu ejetar o assento cinco quilômetros antes de o avião chocar-se com o solo, numa região montanhosa e de mata fechada, entre os municípios de Rolante e Riozinho, a 100 quilômetros de Porto Alegre.Rodrigues passou a noite chuvosa e fria na copa de uma árvore porque o pára-quedas ficou preso nos galhos. Ao amanhecer, desceu e começou a procurar ajuda. Às 11h30min encontrou uma casa, de onde entrou em contato com familiares, no Rio de Janeiro, e com a Base Aérea de Canoas, de onde havia decolado.Antes de ser resgatado por um helicóptero da Força Aérea Brasileira, o tenente disse que, apesar de sentir dores por todo o corpo, estava bem, tanto que caminhou cerca de cinco quilômetros. Rodrigues foi levado de volta à base aérea e passou a tarde sob observação médica no Hospital da Aeronáutica.Enquanto o tenente vivia sua aventura, os grupos de resgate, formados por destacamentos da base aérea e do Corpo de Bombeiros de Porto Alegre, passaram a madrugada e toda a manhã desta segunda-feira fazendo uma varredura na área onde os agricultores disseram ter visto a explosão do caça no início da noite de domingo.As equipes conseguiram chegar aos destroços da aeronave guiadas pelo cheiro de querosene que ficou na mata. Dois caças haviam decolado de Canoas às 18h10min deste domingo com destino à Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Um dos aviões retornou ao seu ponto de partida por ter enfrentado problemas técnicos.Rodrigues prosseguiu, mas pouco tempo depois seu vôo desapareceu dos radares de controle. O piloto não quis comentar os motivos da queda.Este é o segundo acidente com aviões da FAB neste ano no Rio Grande do Sul. Em 25 de março, um caça AMX caiu a nove quilômetros da pista da Base Aérea de Santa Maria (RS). Os dois pilotos, os tenentes Clauco Fernando Vieira Rosseto e Alexandre Daniel Pinheiro da Silva, também sobreviveram.

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