Piloto morre em acidente de esquadrilha da FAB em Roraima

Um avião Super Tucano da Força Aérea Brasileira (FAB) caiu por volta das 14h30 desta quarta-feira, em decorrência de mau tempo, em Boavista, Roraima, matando um dos pilotos. A vítima foi um co-piloto da aeronave, o segundo-tenente-aviador Fernando Wilmers de Medeiros, de 25 anos. De acordo com nota divulgada no fim da tarde pela FAB, outros três aviões fizeram pousos de emergência em áreas próximas a Boa Vista. Não houve feridos. As aeronaves haviam saído da Base do Cachimbo, no Pará, passado por Manaus e tinham Boavista como destino final. No momento do acidente, as condições meteorológicas estavam prejudicadas devido à forte chuva. O Comando da Aeronáutica informou que já iniciou as investigações para apurar os fatores que contribuíram para o acidente. A aeronave, um avião A-29 Super Tucano do 1º Esquadrão do 3º Grupo de Aviação de Roraima, fazia parte de uma esquadrilha composta por oito aviões e caiu no bairro River Park, próximo a uma quadra de esportes. O piloto da aeronave, Leonardo André Maia, sobreviveu à queda. Segundo testemunhas, ele e Wilmer conseguiram ejetar o assento. Entretanto, o pára-quedas do co-piloto não abriu. O guarda municipal Iran dos Santos viu o acidente. Ele contou que, quando chegou ao local, o militar já estava morto. ?Foi terrível, o susto foi grande?, contou. Nenhuma casa foi atingida pelo avião, mas a área foi isolada para evitar acidentes com uma possível explosão, por causa de vazamentos no tanque de combustível. O Tucano estava carregado de mísseis e explosivos. Outros três aviões que integravam a esquadrilha tiveram de fazer pousos forçados. Um deles aterrissou no asfalto da BR-174, na zona rural de Boa Vista, o outro numa pista particular, localizada no município de Cantá. O terceiro desceu no município de Alto Alegre. As outras quatro aeronaves pousaram normalmente na Base Aérea de Boavista. Todos os controladores de vôo de Boavista foram retirados das torres e somente oficiais comandaram as operações para evitar vazamentos de informações. Segundo informações extra-oficiais obtidas junto a militares da FAB, por causa do mau tempo os aviões se dividiram dois a dois. Próximo de Boa Vista, um desses aviões, numa arremetida, bateu em uma torre existente nas proximidades. Um militar que trabalha na Base Aérea de Boa Vista disse por telefone ao Estado que, nesta época do ano, os temporais são muito comuns na região. ?Toda tarde, por volta de 2 da tarde, chove desse jeito por aqui?,garantiu. Fabricado pela Embraer, o Super Tucano é muito utilizado pela FAB em operações de treinamento na região amazônica. A aeronave é equipada com duas metralhadoras calibre ponto 50 mm e pode levar até 1.500 quilos de armamento sob as asas. Sua autonomia de vôo é de 6 horas e atinge até 596 km/h. Além das metralhadores, pode carregar canhão de 20 mm, um lança-foguetes de 70 mm, bombas convencionais ou inteligente e mísseis ar-ar ou ar-terra. Leia abaixo a nota divulgada pela FAB O Comando da Aeronáutica lamenta informar que, nesta quarta-feira (04/04), por volta das 14h30 (horário de Brasília), ocorreu um acidente envolvendo uma aeronave A-29 Super Tucano do 1º Esquadrão do 3º Grupo de Aviação, na cidade de Boa Vista (RR). A aeronave fazia parte de uma esquadrilha e caiu próximo ao Aeroporto Internacional de Boa Vista. Um dos pilotos, o 2º Ten Av Fernando Wilmers de Medeiros faleceu no acidente. Os outros três aviões efetuaram pousos de emergência em áreas próximas à cidade de Boa Vista. Os demais tripulantes foram examinados e passam bem. As aeronaves haviam decolado de Manaus e tinham Boa Vista como destino final. No momento do acidente, as condições meteorológicas estavam prejudicadas devido à forte chuva. O Comando da Aeronáutica iniciou investigação para apurar os fatores que contribuíram para o acidente. Colaborou Paulo Toledo Piza Matéria ampliada às 23h07

Agencia Estado,

04 Abril 2007 | 17h28

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