Piloto nega ser braço-direito de Abadia

Apontado como o faz-tudo de Juan Carlos Ramírez Abadía no Brasil, o piloto gaúcho André Luiz Teles Barcellos negou enfaticamente ter sido "o braço-direito de Abadía" ao responder a questionário elaborado pelo Estado na carceragem da Superintendência da PF, por intermédio de seu advogado, Rodney Carvalho de Oliveira. Na madrugada de ontem, a mulher e o filho de Barcellos, presos na Operação Farrapos, deixaram a custódia da PF com o outro advogado da família no caso, Ricardo Breier. O piloto garante ter conhecido o colombiano em agosto de 2004, ao ser contratado para levá-lo de Fortaleza para Araxá (MG). "Ele me disse que era venezuelano e que estava fugindo da Venezuela por perseguição política."Perguntado sobre o uso de suas empresas para lavar dinheiro do traficante, Barcellos disse que "imaginava apenas estar ajudando para a finalidade de aquisição de bens. Jamais imaginei que serviriam para a prática de crime." O piloto disse não temer retaliações de homens ligados ao tráfico ao colaborar com as investigações por Abadía ser "muito grato" a ele por ter salvado a vida de um integrante da quadrilha na queda do avião em Curitiba em 2005. O piloto confirmou que Abadía "sempre foi muito reservado", mas não vivia tão recluso como tem sido relatado. "Ele viajou algumas vezes para resorts em Salvador, Recife e Fortaleza", concluiu.

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