Piloto viu clarão na rota do Voo 447, informa jornal espanhol

Além do 'forte clarão', mesmo piloto informou que encontrou fortes tormentas com atividade elétrica na região

04 de junho de 2009 | 09h32

O piloto do Voo 974 da Air Comet, que ia de Lima para Madri, disse ter visto "um forte clarão em trajetória descendente e vertical por cerca de seis segundos" na mesma hora em que desapareceu o Airbus da Air France, segundo o jornal espanhol El Mundo na edição desta quinta-feira, 4. O mesmo piloto informou também que encontrou fortes tormentas com atividade elétrica na região e devido à má condição climática ele foi obrigado a desviar 60 quilômetros da rota original.  

 

Veja também:

lista Todas as notícias sobre o Voo 447

lista Voo 447: Veja os nomes de todas as nacionalidades; são 102

lista Air France divulga lista de brasileiros no Voo 447

mais imagens Galeria de fotos: buscas do Voo 447

mais imagens Galeria de fotos: homenagem às vítimas

blog Blog: histórias de quem quase embarcou

especial Conheça o Airbus A330 desaparecido no trajeto Rio-Paris  

blog Acompanhe a cobertura pelo blog Tempo Real

especialCronologia das tragédias da aviação brasileira

especial Cronologia dos piores acidentes aéreos dos últimos dez anos

video Entenda a operação que localizou destroços

video TV Estadão: Especialista fala sobre o acidente

linkApenas 4 minutos da 1ª pane até a queda
linkAirbus voava em velocidade 'errada' e teria se 'desintegrado'

linkPiloto viu clarão na rota do Voo 447, informa jornal espanhol

 

 

A imprensa francesa levantou a hipótese de que o Airbus teria se "desintegrado" no ar. O jornal Le Monde diz que o avião voava a uma velocidade "equivocada" o que, em conjunto com uma sequência de eventos excepcionais, teria causando uma explosão em pleno ar. A Airbus deve emitir um comunicado nesta quinta-feira destinado a todas as companhias que utilizam o Airbus A330, lembrando-as que os pilotos devem conservar a potência dos motores e a posição correta para manter o avião em equilíbrio em caso de condições meteorológicas difíceis.

 

Segundo o jornal Le Figaro, que cita fontes da investigação não identificadas, a tese da explosão no ar é reforçada pela grande área do Atlântico onde foram localizados destroços do aparelho, que voava com 228 pessoas a bordo. "É possível observar fragmentos ao longo de uma distância de mais de 300 quilômetros", segundo a fonte citada. O Figaro diz que uma explosão a cerca de 10 mil metros de altura poderia ocorrer por um fenômeno meteorológico "excepcionalmente violento", uma "brusca despressurização" ou um "atentado terrorista".

 

A tese não é compartilhada pelo ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, para quem a presença de óleo no oceano indica que não houve explosão do Airbus da Air France. Uma mancha com cerca de 20 quilômetros de extensão foi localizada nesta quarta-feira por aviões da Força Aérea Brasileira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.