Pilotos estrangeiros são alertados sobre risco de voar no País

A Federação Internacional de Pilotos publicou um manual orientando empresas aéreas estrangeiras a respeito dos riscos de voar pelo Brasil. Entre as recomendações, lista que os controladores brasileiros não necessariamente falam inglês, que mesmo quando o avião não está em área coberta por radar eles tendem a informar que o vôo está monitorado, e que mudanças recomendadas nos planos de vôo não são necessariamente comunicadas entre uma torre de comando e outra. O documento, elaborado entre janeiro e fevereiro e divulgado nas últimas semanas, surgiu na esteira da crise aérea. Nele, a entidade pede, antes de tudo, que todos os pilotos mantenham um "alto nível de alerta" enquanto operam no Brasil. A Federação afirma estar "particularmente preocupada" com os métodos usados pelos controladores em suas atividades "quando comparado àquilo que os pilotos estão acostumados a encontrar em outras partes do mundo". O principal alerta se refere ao fato de que o uso de radares no Brasil ainda não é pleno. A Federação ainda pede que todos os pilotos familiarizados com operações no Brasil compartilhem suas impressões com a entidade. Segundo o documento, "as deficiências são causadas pela falta de monitoramento do governo". Alertas: Fora do radar: a Federação Internacional de Pilotos diz que, no Brasil, mesmo que a torre informe que o avião está sendo monitorado, isso pode não estar ocorrendo; Perigo: controladores sem muita experiência podem estar operando sem supervisão; Planos de vôo: eles nem sempre são transmitidos entre as torres; Inglês: muitos controladores não são fluentes no idioma; Mudança de altitude: usar todas as luzes externas possíveis.

Agencia Estado,

02 Abril 2007 | 13h08

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