Pimenta Neves é considerado foragido; TJ rejeita negociação

Um dia depois de o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ter recebido ordem judicial para prender o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, o paradeiro do assassino confesso da jornalista Sandra Gomide permanecia desconhecido. "Ele é considerado um foragido", disse o delegado Armando de Oliveira Costa Filho, chefe do DHPP.Segundo o delegado, a ordem de prisão é de pleno conhecimento da defesa de Pimenta e os policiais não o encontraram em nenhum dos endereços que constam no processo. "Os advogados tiveram toda a chance do mundo de nos contatar e apresentar o cliente", afirmou o delegado.O advogado Carlos Frederico Müller, que representa Pimenta, foi nesta quinta-feira à casa do jornalista, pegou a torre da CPU de um computador e, antes de ir embora, negou que o cliente esteja foragido. "Ele não está na residência dele. Está em local sabido", declarou o defensor.Müller protocolou na quarta-feira uma petição no Tribunal de Justiça (TJ) pedindo uma audiência de negociação com os desembargadores da 10ª Câmara Criminal para combinar a apresentação de Pimenta à polícia, por uma questão de segurança. Segundo ele, Pimenta e os advogados "foram quase mortos pela população" no Fórum de Ibiúna, em maio, quando o jornalista foi condenado a 19 anos, 2 meses e 12 dias de prisão. Nesta quinta-feira, Tribunal de Justiça (TJ) negou um pedido da defesa para negociar com os desembargadores da 10º Câmara Criminal a apresentação de Pimenta Neves à polícia, por questão de segurança. Segundo Müller, Pimenta e os advogados "foram quase mortos pela população" no Fórum de Ibiúna, em maio, quando o jornalista foi condenado a 19 anos, 2 meses e 12 dias de prisão. "A turma julgadora (10ª Câmara)já cumpriu sua função jurisdicional apreciando os recursos e determinando a expedição de mandado de prisão contra o apelante (Pimenta). Por outro lado, incumbe à autoridade policial o cumprimento do mandado (de prisão), devendo zelar pela integridade física do preso", entendeu o desembargador Fábio Gouvêa. Ele foi um dos três magistrados que negaram nesta quinta-feira a apelação do jornalista pela anulação do júri de Ibiúna e a realização de um outro julgamento.Também nesta quinta, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pediu informações ao TJ para decidir se concede o habeas-corpus pedido pela defesa do jornalista. Provavelmente, os advogados esperam o posicionamento dela, com esperança de concessão de liminar, para decidir se ele irá se entregar. VizinhosA maioria dos moradores da rua de Pimenta disse que não o via desde a semana passada. Segundo a publicitária Irene Gut, seu marido viu o jornalista sair de casa na sexta-feira, levando uma mala no carro. O marido confirmou a informação, mas pediu para não ser identificado. "Não tenho certeza se foi na sexta-feira à tarde, no sábado ou domingo de manhã, mas lembro que ele colocou uma mala de viagem no porta-malas de um Peugeot bordô."

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