Pimentel diz que o tempo vai 'cicatrizar mágoas' do deputado

Um dos coordenadores da campanha de Dilma à Presidência, ex-prefeito diz que Ciro está 'nervoso' com situação política

Eduardo Kattah de Belo Horizonte, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2010 | 00h00

Um dos principais coordenadores da campanha presidencial da ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT), o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) afirmou ontem que é preciso deixar o tempo cicatrizar as mágoas do deputado Ciro Gomes (CE), cuja candidatura presidencial está prestes a ser rejeitada pelo PSB.

Pimentel tratou como pessoal o projeto de Ciro e minimizou as declarações do socialista, que afirmou que o presidenciável tucano, José Serra, é mais preparado que a pré-candidata petista.

"Ele está vivendo um momento muito delicado, muito difícil. Porque o projeto dele de ser candidato se inviabilizou. Ele está tenso, está nervoso e é natural que, às vezes, em um momento como esse, a pessoa tenha essa reação mais brusca", ressaltou. "Vamos deixar o tempo cicatrizar as mágoas. Tenho certeza de que o Ciro vai estar conosco nessa disputa de 2010."

Com elogios ao deputado, o ex-prefeito procurou passar a imagem de tranquilidade na campanha de Dilma. "Não tem estrago nenhum. Às vezes o sujeito faz uma declaração ou outra que mais adiante vai corrigir."

Pimentel admitiu a possibilidade de o PT conversar com o ex-presidente Itamar Franco (PPS), que, embora aliado de primeira hora do ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB), tem sido bastante relutante no apoio a Serra. O ex-prefeito disse que tem conversado com Itamar.

"Ele está num partido de oposição, o PPS, mas ele tem luz própria", destacou o petista, apostando que Itamar poderá fazer uma "reflexão sobre o quadro político brasileiro" e acabar declarando apoio a Dilma. "Eu não afasto essa possibilidade."

Prévias. A uma semana das prévias que definirão o pré-candidato do PT ao governo estadual, Pimentel se reuniu com cerca de 300 apoiadores no Sesc Venda Nova. O ex-prefeito disputará a indicação com o ex-ministro Patrus Ananias. Segundo ele, as negociações com o PMDB de Hélio Costa só serão retomadas após a definição do nome do PT.

Os partidos e os pré-candidatos já firmaram compromisso pelo estabelecimento de um palanque único para Dilma no Estado.

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