Piora o estado de jovem que fez bronzeamento artificial

A esteticista Marly Machado prestou depoimento nesta segunda-feira, 2, na capital fluminense, a respeito das queimaduras sofridas por Andréa Lindner, após sessões de bronzeamento artificial. O estado de saúde de Andréa, que tem lesões em 98% do corpo, agravou-se. Ela apresenta "quadro infeccioso", informou o hospital. O delegado Marcos Cipriano, da Delegacia de Repressão à Crimes Contra a Saúde foi quem ouviu o depoimento de Marly Machado. "O marido da vítima apresentou o canhoto do talão de atendimento. Ali mostra que Andréa teria passado por quatro sessões nos dias 14 e 15 de março", contou o delegado. Uma norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige intervalo de 48 horas entre as sessões. No depoimento, Marly garantiu que Andréa passou por apenas uma sessão, no dia 14. Ela contou que a estudante queria fazer as dez sessões do pacote de bronzeamento em um só dia, o que foi negado por Marly. A dona da clínica levantou a suspeita de que o canhoto tivesse sido manipulado por Antônio Gadelha, marido de Andréa. O canhoto vai para análise grafotécnica. Marly não apresentou o atestado médico de Andréa nem o termo de ciência dos riscos, que a estudante de hotelaria deveria ter assinado. As operadoras da máquina de bronzeamento prestam depoimento quarta-feira, 4. Outra denúncia Nesta segunda-feira o Rio teve a segunda denúncia à polícia contra clínicas de tratamento estético. A cabeleireira Ana Paula Monteiro, de 33 anos, ficou com as pernas queimadas ao fazer depilação a laser. Ela vai processar a médica que a atendeu. Ana Paula pagou R$ 3.180 pelo pacote para fazer depilação definitiva nas pernas, axilas e virilha. Na primeira sessão, em 5 de fevereiro, começou a sentir dores insuportáveis nas pernas. "Eu reclamava muito e a médica dizia que era normal. Até que começaram a aparecer edemas e lesões. Mas ela não parou o tratamento. Quando cheguei em casa, minhas pernas sangravam", contou a moça. "Na faculdade, perguntaram se eu havia caído de moto". A cabeleireira procurou por cinco vezes a médica. Numa das vezes, tentou reaver o dinheiro pago pelo tratamento, que acabou sendo interrompido. "Ela nunca foi atenciosa. Da última vez, disse para eu tirar a pele com uma bucha. E se recusou a devolver o dinheiro". Ana Paula registrou queixa por lesão corporal na delegacia da Barra. Ela espera o laudo de exame de corpo de delito para ingressar com ação na Justiça. A médica Flaviane Balthar foi intimada, mas não compareceu à delegacia. Ela também não retornou as ligações da reportagem nesta segunda. O delegado Marcos Cipriano solicitou o inquérito à delegacia da Barra. "Essa clínica será uma das vistoriadas na Operação Narciso", afirmou.

Agencia Estado,

02 Abril 2007 | 19h51

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