Piora situação do abastecimento de água no interior paulista

Em mais um dia de calor na faixa dos 30 graus, a situação do abastecimento de água se agravou em algumas cidades do interior de São Paulo. Em Marília, a 452 km da capital, os 230 mil habitantes convivem com o racionamento. O Departamento de Água e Esgotos (DAE) adotou um sistema de rodízio e passou a usar caminhões-pipa para abastecer as partes altas. Bairros da zona norte estão sem água há uma semana. Moradores do Jardim Santa Antonieta fizeram filas com baldes na tarde desta quarta-feira, 26, para se abastecer no caminhão. A cidade registrou temperatura de 30 graus e umidade relativa do ar de 25%. De acordo com a prefeitura, a última chuva, ocorrida no início do mês, não foi suficiente para recuperar o nível dos dois principais reservatórios, comprometido por 90 dias de estiagem. O Rio do Peixe, que seria alternativa para abastecimento, está com apenas 30 centímetros de água, o que torna impraticável a captação. A água está sendo bombeada também de poços profundos, mas a quantidade é insuficiente. Em Jaú, a 312 km de São Paulo, os reservatórios operam com 50% da capacidade e o risco de racionamento aumentou por causa do calor. O serviço municipal de saneamento básico está retirando água de 15 poços artesianos para suplementar o abastecimento. Segundo a prefeitura, são necessários 150 milímetros de chuva nas nascentes para normalizar a situação dos reservatórios. Nos municípios de Americana e Sumaré, região de Campinas, o nível dos reservatórios está abaixo do normal e o abastecimento entrou em estado de atenção. Só nesta quarta-feira, o Rio Piracicaba baixou cerca de 10 centímetros no ponto usado para a captação de Americana. Representantes das duas cidades reúnem-se amanhã em Sumaré para discutir a situação do abastecimento.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.