Piquete de servidores para Justiça Eleitoral em São Paulo

Segundo militares, manifestantes atiraram piche em colegas que insistiam em entrar na repartição

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2010 | 00h00

A greve parou ontem a Justiça Eleitoral em São Paulo. Dezenas de servidores federais fizeram piquete à porta do Tribunal Regional Eleitoral, bloquearam a passagem de veículos na Rua Francisca Miquelina e impediram a entrada de funcionários que não aderiram ao movimento. Os mais exaltados gritavam palavras de ordem: "Não vai ter eleição."

Segundo militares que cuidam da segurança da corte, os manifestantes atiraram piche em colegas que insistiam em entrar na repartição. Walter de Almeida Guilherme, desembargador presidente do TRE, decretou por telefone a suspensão do expediente ? ele estava em Brasília quando o informaram da ação. "A única saída que vejo para essa agressão é o uso da força policial", declarou Guilherme.

Os grevistas se concentraram à porta do TRE estrategicamente algumas horas depois do encerramento do prazo que os políticos tinham para entregar suas solicitações de registro. O próximo passo é o encaminhamento dos documentos aos juízes eleitorais, a quem cabe conceder ou não aval para as candidaturas.

Esta é a maior preocupação do presidente do TRE. "É preciso processar cada pedido e fazer chegar às mãos dos juízes para que eles possam decidir."

Os servidores eleitorais são em sua grande maioria da Justiça Federal. Eles querem a aprovação do Plano de Cargos e Salários, o que só deve ocorrer no próximo ano. "Os grevistas sabem que o momento é crucial e querem pressionar o Congresso."

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