Piquete, no interior de SP, está em estado de emergência

O forte temporal que caiu ontem na região do Vale do Paraíba, interior de São Paulo, provocou deslizamento de terra, alagamento e deixou várias casas em situação de risco em Piquete - a 217 quilômetros da capital. Quedas de barreiras também interditaram a rodovia BR-459, que liga a cidade vizinha de Lorena ao sul de Minas. Segundo a Defesa Civil de Piquete, pelo menos 20 famílias estão desalojadas e os deslizamentos também atingiram a represa da cidade. O município está sem água. A Defesa Civil informou que equipes trabalham na desobstrução da represa.Para os motoristas que passam pela região, o tráfego na BR-459 está lento e só deve voltar ao normal durante a madrugada de hoje, caso não volte a chover. A chuva vem castigando o município de Piquete desde o começo da semana. O nível da represa subiu cerca de 4 metros, alagando vários bairros. Na quarta-feira, a prefeitura decretou estado de emergência. RIOCampos, no norte fluminense, está em estado de alerta em razão das chuvas que deixaram anteontem 556 pessoas desabrigadas na cidade. Assistentes sociais só conseguem chegar às casas das vítimas de barco. No Estado, os temporais que começaram no sábado passado afetaram 2.8425 pessoas. Os últimos municípios afetados foram São Francisco do Itabapoana e Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. Mas o mais prejudicado continua sendo Rio Bonito, na Região Metropolitana, onde desabamentos deixaram uma criança de 3 anos e uma mulher de 23 mortas, na terça-feira. Segundo a Defesa Civil Estadual, esse município apresentar maior risco de novos alagamentos e deslizamentos. Cinco outros continuam em situação de emergência: Carapebus (norte), Silva Jardim (litorânea), Paracambi (Baixada), Barra do Piraí (centro-sul) e Rio Bonito. No Espírito Santo, dez municípios decretaram situação de emergência e 1.905 pessoas já estão desalojados no Estado.

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