Pirajuí: Tropa de Choque ameaça invadir penitenciária

Cerca de 870 detentos da Penitenciária 1 de Pirajuí, localizada no interior do Estado de São Paulo, continuam rebelados, em apoio ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a principal facção criminosa que atua nos cárceres paulistas. Os presos não conseguiram se unir à rebelião de domingo porque estavam sem telefones celulares para se comunicarem com os líderes do movimento na capital. A rebelião na Penitenciária 1 começou ontem, por volta das 14h30, quando oito agentes carcerários foram tomados como reféns e obrigados a abrir as celas e as ligações com a penitenciária. Os detentos se concentraram no pátio e exigiram umtelefone celular e a presença de alguma autoridade para negociar. Nesta madrugada, o clima do lado de fora da Penitenciária 1 é de tranqüilidade. Na Penitenciária 2 de Pirajuí, onde a rebelião começou no domingo e só terminou segunda-feira, 20 presos foram transferidos ontem para Bauru. Poucos parentes dos 870 presos rebelados aguardam notícias. No pátio, onde a tensão continua, os presos ainda mantêm oito agentes carcerários como reféns. Há uma lista com 12 nomes de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que pedem a transferência para o Complexo do Carandiru, na capital. Essa é a condição dos presos para que o motim termine. A direção da Penitenciária diz que o prazo já está dado e que a Tropa de Choque da Polícia Militar está preparada para invadir o local às 6h desta quarta-feira, caso os rebelados não encerrem o motim.Além da tropa de choque, também seguiram para o local viaturas do Corpo de bombeiros de Bauru. A grande rebelião comandada pelo PCC, que começou no domingo, atingiu 25 presídios, duas cadeias públicas e dois distritos policiais localizados em 22 cidades do Estado de São Paulo. O motim deixou pelo menos 19 presos mortos e teve a participação de 25% dos 94 mil detentos do Estado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.