Pirataria e desmanches na mira

Além dos seqüestros, a polícia comemora ainda resultados que considera positivos, como os obtidos na repressão a desmanches ilegais de carros, na repressão à pirataria e no combate aos roubos a banco na capital. "Em 2007, apreendemos 9,3 milhões de itens piratas na cidade e agora devemos fechar o ano com 25 milhões de itens apreendidos", afirma o delegado Youssef Abou Chahin, diretor do Deic.Os itens apreendidos são CDs, DVDs, roupas, bolsas, calçados e outros produtos pirateados vendidos por camelôs e em shoppings populares. Para conseguir aumentar a quantidade de material apreendido, o Deic passou a contar com o serviço de peritos do Instituto de Criminalística (IC) que fornecem os laudos de constatação da pirataria no momento do flagrante - anteriormente o exame demorava até 30 dias.Outro resultado comemorado pela polícia é o aumento das prisões em flagrante nos chamados buracos, como são conhecidos os desmanches clandestinos de carros. "Fechamos 35 e fizemos 83 prisões em flagrante", afirma Renato Porto, titular da Delegacia de Desmanche, do Deic. A maior parte dos "buracos" ficava na zona leste de São Paulo.São casos como o do Morro do Sabão. Ali, os policiais da delegacia prenderam no dia 18 de março um homem que vigiava a entrada do morro e apreenderam três carros roubados. Depois de um mês de vigilância na área, a monitoração de um carro roubado levou a uma casa com passagem secreta. Ali foram achados restos de 48 carros roubados. Quatro pessoas foram detidas."Não queremos mais apreender um carro. Queremos é agir com inteligência. Colocamos rastreador no carro roubado e aí nós o seguimos até o desmanche ou o seu destino final. Assim, prendemos os chefes do bando", disse o diretor do Deic. No caso dos roubos a banco, a polícia crê numa diminuição de 5% em 2008 na capital em relação a 2007.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.