Pires diz que radar registrou mudança de altitude do Legacy

O ministro da Defesa, Waldir Pires, disse nesta terça-feira, 17, que o radar registrou a mudança de altitude do jato Legacy de 37 mil pés para 36 mil pés, mas ressaltou que o equipamento não tem tanta precisão quanto o transponder, que poderia estar sem funcionar na hora da colisão com o Boeing da Gol, que causou a morte de 154 pessoas no dia 29 de setembro em Mato Grosso. A alteração da altitude pode mostrar que os pilotos do jato seguiram o plano de vôo pelo menos até parte da viagem. Pires destacou que as informações não são conclusivas e que é preciso ainda esperar a finalização da investigação. "Nós vamos ter que aguardar para dar as informações mais corretas e precisas, o que está na caixa-preta. Eu posso lhe dar a informação é de que depois de estar voando em 37 mil pés quando se aproximou de Brasília, cumprindo, portanto, seu plano de vôo, o radar sinaliza ele entrando em 36 mil pés. Ele recebeu essa instrução: quando se aproximar de Brasília desce para 36 mil pés, depois um pouco mais adiante sobe para 38 mil pés e viaja em 38 mil pés no restante, até Manaus. De modo que na cabeça, digamos assim, do pessoal de terra ele estava a 36 (mil pés), disse o ministro, de acordo com a TV Globo News. A Aeronáutica ainda mantém a tese de que não houve falha dos Controladores, de acordo com o ministro. "Evidente que não houve falha. Porque na realidade o plano de vôo tem que ser seguido. E se houve alguma pane de equipamento, o que deve haver é uma comunicação imediata do piloto no sentido de dizer ´nós estamos em pane do transponder", explicou Pires. A Aeronáutica informou que desconhece o diálogo em que o Legacy teria recebido autorização da torre para permanecer a 37 mil pés de altitude, a mesma do Boeing da Gol.

Agencia Estado,

17 de outubro de 2006 | 19h53

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