Pires nega que tenha havido contingenciamento de verbas

O ministro da Defesa, Waldir Pires, voltou a negar, nesta quarta-feira, que tenha havido contingenciamento de verbas para o setor aéreo, nos últimos quatro anos. Pires participa de uma audiência pública, na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, para discutir a crise nos aeroportos.Além do ministro, participam do debate os presidentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, da Infraero, José Carlos Pereira, do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, Marco Bologna, e do Sindicato Nacional dos Controladores de Vôo, Jorge Botelho, além do comandante da Aeronáutica, Luiz Carlos Bueno. Sem citar diretamente o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado na terça-feira, em que o relator, Augusto Nardes, culpou o governo pela crise aérea, por causa do corte no repasse de verbas, Pires classificou a notícia de "inaceitável". "No exercício de 2006 não houve nenhum centavo de contingenciamento e em 2005 esse contingenciamento foi inexpressivo, assim como em 2004 e 2003", afirmou o ministro.Pires voltou a classificar de "antiético" o comportamento do ministro do Tribunal de Contas, mas não citou o nome de Nardes, que em entrevista na última segunda-feira relatou que Pires teria dito que os passageiros teriam que rezar para não ter nenhum problema com os vôos nas festas de fim de ano.Na terça-feira, o relatório aprovado pelo TCU acusou o governo federal de falta de redução de verbas orçamentárias para investimentos, manutenção e contratação de pessoal no setor aéreo.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2006 | 11h47

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