Piscinões terão área de lazer em cima

Um será no Córrego Jaboticabal e o outro na divisa com Taboão

Eduardo Reina, O Estadao de S.Paulo

10 Julho 2009 | 00h00

A região metropolitana de São Paulo vai ganhar dois parques-piscinões com área de lazer em cima. Um no Córrego Jaboticabal, na confluência com os ribeirões do Couro e dos Meninos, na divisa entre a capital e São Caetano do Sul; e o outro no Córrego Olaria, afluente do Pirajuçara, na divisa de São Paulo com Taboão da Serra. Eles fazem parte da revisão do Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê, feita pelo governo estadual. O plano tem como objetivo controlar inundações e foi criado em 1998, mas metade nem saiu do papel. De acordo com a secretária de Estado de Energia e Saneamento, Dilma Pena, o novo planejamento será concluído em agosto e deverá ter pelo menos mais 15 novos piscinões a serem feitos na Região Metropolitana de São Paulo. "Os piscinões Jaboticabal e Olaria serão cobertos para se aproveitar o solo com área de lazer em cima. Haverá parque, área verde e campo de futebol integrados à paisagem urbana", afirma Dilma. A secretaria ainda procura fonte de financiamento para os parques-piscinões. O reservatório do Córrego Jaboticabal, afluente do Ribeirão dos Meninos, é tido como possível solução para as recorrentes inundações no km 13 da Rodovia Anchieta, na divisa da capital com São Bernardo. A versão inicial desse equipamento, incluída no plano de 1998, não previa a construção de área de lazer. O custo estimado fica em torno de R$ 40 milhões. Para os próximos anos, outros piscinões deverão ser erguidos na região do ABC para minimizar o problema das enchentes. O Reservatório Olaria deverá ter capacidade para acumular até 80 mil m³ de água das chuvas e irá beneficiar a região do Campo Limpo e bairros vizinhos. A revisão do plano de macrodrenagem, segundo a secretária, é feita para apontar novas soluções ao problema das enchentes na capital, uma vez que o projeto existente tem 11 anos e não chegou a ser finalizado, com implementação de piscinões projetados para vários rios na Região Metropolitana de São Paulo. "A Região Metropolitana passou por várias transformações nos últimos anos. Por isso é preciso rever o plano. Muitas áreas apontadas no estudo inicial para construção dos reservatórios não estão mais disponíveis. É preciso encontrar novos espaços", explica a secretária. O custo dos novos equipamentos, diz Dilma, será um pouco maior do que os projetados anteriormente, mas com maior e melhor aproveitamento. Já estão em construção quatro reservatórios antienchentes: dois na região do ABC, no Córrego Taboão, um no Ribeirão Vermelho e um no Pirajuçara. O governo estadual trabalha para fechar 2010 com as obras de canalização dos Córregos Oratório, em Santo André; Vermelho, na região do Pirajuçara, zona oeste da capital com Taboão da Serra; e piscinão Sharp, também no Pirajuçara. "As demais obras serão entregues pelo governador Serra até o final desse mandato", explica Dilma. As obras a que ela se refere são a canalização do Córrego Taboão, os piscinões Fábrica Ford, em São Bernardo, e Anhanguera, na zona oeste de São Paulo. O plano de macrodrenagem previa, somente ao longo do Rio Tamanduateí, 37 reservatórios, que reteriam cerca de 6,7 milhões de m³ de água. Mas foram implementados apenas 15 deles, com capacidade para armazenar 42% da água em picos de chuva.

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