Pista de Congonhas é liberada após sexta interdição

A pista principal do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, teve de ser fechada seis vezes nesta quinta-feira devido às fortes chuvas que caíram na capital paulista. A última interrupção dos vôos na pista principal foi às 20 horas. A pista foi reaberta novamente às 20h40. Antes, a pista ficou fechada por uma hora e meia quando teve ser ser fechada para pousos e decolagens às 17h38, sendo reaberta às 19 horas. As interdições ocorrem para que os técnicos do aeroporto fizessem a medição da lâmina de água na pista, que não pode ultrapassar três milímetros. A medida é adotada para evitar derrapagens. Desde a manhã desta quinta, a pista principal já havia sido fechada outras quatro vezes, sendo que na penúltima, às 11h35, a interdição durou cerca de uma hora porque o volume de água ultrapassou os três milímetros. Naquele horário, pelo menos 34 vôos apresentaram atrasos, sendo 15 partidas e 19 chegadas. A empresa aérea Gol chegou a pagar almoço para os passageiros. Naquele momento, o maior atraso era de um vôo vindo de Macapá, que estava sete horas fora do horário previsto. Discussão Na quarta-feira, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região revogou a decisão que restringia o pouso de vôos Fokker 100 e Boeing 737-700 e Boeing 737-800 no Aeroporto de Congonhas. O desembargador federal Antônio Cedenho, decidiu cancelar a decisão, que entraria em vigor a partir da zero hora desta quinta-feira. Apesar da decisão, continua em vigor a interdição da pista em dias de chuva forte, com a intenção de evitar derrapagens. Caso a medida entrasse em vigor, pelo menos 10 mil passageiros, só em Congonhas, seriam prejudicados, segundo a Anac. Os vôos proibidos representam 42% do movimento diário do aeroporto e 265 vôos deixariam de ser realizados por dia em Congonhas. A situação do aeroporto de Congonhas também deve entrar na pauta da reunião que acontece nesta tarde na Fundação Procon-São Paulo, com representantes de oito companhias aéreas (BRA, Gol, Tam, Rio Sul, Total Linhas, Varig, Ocean Air e Pantanal), além do Ministério Público, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e órgãos de defesa do consumidor, como Idec, Proteste e Procon de Campinas, Guarulhos e Capital. O Ministério Público quer a interdição imediata da pista principal deste aeroporto para reformas. Os procuradores consideram que da maneira como está, a pista oferece riscos aos usuários. Por enquanto, a única medida vigente é a interdição dessa pista nos períodos de forte chuva. Matéria atualizada às 00h

Agencia Estado,

08 Fevereiro 2007 | 19h23

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.