Pista de Cumbica ficará em reforma até 30 de novembro

As obras devem ser concluídas até o final do ano, quando começam as férias e a temporada de chuvas

Isabel Sobral, do Estadão,

17 de agosto de 2007 | 18h03

O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, informou no final da tarde desta sexta-feira que a pista principal do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, ficará interditada para pousos e decolagens entre os dias 20 de agosto e 30 de novembro.  Nesse período, disse ele, serão realizadas as obras de recuperação da parte central da pista. Gaudenzi informou ainda que essas obras serão divididas em duas etapas, sendo a primeira de 20 de agosto a 10 de outubro, quando estará em obras o trecho de 1,4 mil metros. A segunda etapa irá de 11 de outubro a 30 de novembro e envolverá um outro trecho de 1,3 mil metros que vai da parte central da pista até uma das cabeceiras em que normalmente os aviões pousam. A partir daí, segundo Gaudenzi, as obras serão interrompidas com a reabertura das pistas por duas razões: período de grande número de vôos pior causa das férias; e pela temporada de chuvas. Uma terceira e última etapa das obras da outra cabeceira da pista, que envolve um trecho de mil metros, será realizada entre abril e junho de 2008, sem a necessidade de interdição total, já que os 2,7 mil metros estarão recuperados. Ainda segundo Gaudenzi, os cálculos feitos pela Infraero são a garantia de que a pista auxiliar de Cumbica, que tem 3 mil metros e foi recentemente reformada absorverá todos os 450 movimentos diários realizados atualmente na pista principal. Ele acrescentou, no entanto, que o Departamento de Controle de Tráfego Aéreo (Decea) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) terão ainda que decidir se será necessário redistribuir vôos para outros aeroportos ou apenas aumentar o espaçamento de horários na pista auxiliar de Guarulhos. Essa decisão, segundo ele, será tomada numa reunião entre os dois órgãos prevista para a próxima segunda-feira. O presidente da Infraero reconheceu que existem divergências de pontos de vista entre o Decea e a Anac, sem detalhá-las, no entanto. Garantiu que essas divergências não impedirão a realização das obras. "Eles (Decea e Anac) terão que se entender; Se não houver consenso, o ministro Nelson Jobim(da Defesa) é quem decidirá)", afirmou. Gaudenzi admitiu também que poderá haver transtornos para os passageiros durante o período de interdição da pista. "Estamos cientes que vai haver transtornos, mas não temos outra alternativa porque a pista precisa ser recuperada", disse.

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