Pista de viaduto Antártica será liberada em novembro

A pista sentido Sumaré-Marginal do Viaduto Antártica será liberada no dia 15 de novembro. Mas o complexo, cuja estrutura ficou abalada após um incêndio nos barracos que ficavam sob a ponte, só será aberto totalmente em fevereiro de 2002. A Secretaria da Infra-Estrutura Urbana contratou 130 funcionários para refazer o viaduto. "Com o incêndio, a estrutura foi completamente perdida. Estamos usando as pontes apenas como fôrma. Tudo está sendo refeito", disse ontem o superintendente Flávio Topa. Entre as mudanças, estão o alargamento de pistas e o aumento da capacidade de carga. A Prefeitura também pretende evitar novas invasões. Hoje, dos 143 viadutos da cidade, 44 apresentam algum tipo de ocupação irregular. Ao lado do Viaduto Antártica, bem próximo das obras, 30 barracos foram levantados. Ontem, os moradores haviam ateado fogo no lixo. "O lixeiro não passa aqui", justifica uma moradora, que não quis identificar-se. Entre os invasores, está Rosângela, de 16 anos, que mora no barraco de amigos. "Vivia embaixo do Antártica. A Prefeitura me levou para um albergue e depois me expulsou porque sou menor. Só estou esperando terminar a reforma para voltar." A demora na liberação das pistas tem irritado motoristas e comerciantes. O Antártica recebia 6 mil veículos por hora em cada um dos sentidos. A interdição causa congestionamentos em toda a região, principalmente nos Viadutos Pompéia e Pacaembu e na Rua Turiassu. O gerente do Motel Caribe, Cesário Coto Alonso, conta que a redução no movimento chega a 20%. "Muitos clientes aproveitavam a hora do almoço para namorar, mas agora acham que, com o trânsito, não compensa. Cinco funcionários foram dispensados." Na concessionária Sabrico, na Avenida Antártica, os reflexos das obras foram sentidos no faturamento. "O problema do incêndio foi grave e se refletiu nas vendas. A queda já beira 20%", diz o diretor José Laurindo Nogueira.

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