Pit bull foge e fere menino em Niterói

O estudante Marlon Rosa dos Santos, de 9 anos, foi atacado na noite de terça-feira por um cão pit bull, no bairro Maceió, em Niterói, Grande Rio. O menino brincava na frente de sua casa e foi mordido nas costas, braço, orelha e cabeça. O cachorro foi morto a tiros. Foi o segundo ataque dessa raça de cães em dez dias no Estado do Rio.Marlon havia chegado da escola e brincava com outras crianças quando o pit bull pulou o portão de ferro da casa do vizinho e o mordeu. Um homem identificado como Armando, que mora na mesma rua, tentou ajudar o garoto e também foi mordido pelo cão, morto a tiros por outro morador.Testemunhas contaram que o animal já atacara outras quatro pessoas, mas a dona da casa onde o cachorro estava, a cabeleireira Andrea Costa, negou que o bicho fosse violento. "Ele é do meu irmão e nunca aconteceu nada. Tenho dois filhos que convivem bem com o cachorro, assim como meus sobrinhos. Ele só ataca quando alguém entra na nossa casa", disse Andrea.A família de Marlon prestou queixa na 79ª Delegacia Policial (Jurujuba). "Ele está bem, mas muito traumatizado e nervoso", afirmou a mãe do menino, Miriam dos Santos.No 18, um rapaz atacado por um pit bull no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio, teve ferimentos na perna e na virilha. Diante do novo caso, o deputado Carlos Minc (PT), autor da Lei 3.205, de 1999, que restringe a circulação de cães da raça e responsabiliza os donos pelos ataques, resolveu cobrar do governo do Estado a regulamentação da lei. "A lei está valendo, mas até agora o governo, que tinha 60 dias para regulamentá-la, não o fez. A responsabilidade do estado também deve ser cobrada", afirmou Minc. "Passo 20% do meu tempo fazendo leis e 80% verificando seu cumprimento."A lei, semelhante à existente em 42 países sobre a raça, proíbe a comercialização e estabelece a esterilização dos pit bulls. Os cães têm de andar de coleira e focinheira e não podem circular durante o dia. A multa em caso de desobediência pode chegar a 5 mil Ufirs.

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