Pitta volta a negar irregularidades no pagamento de precatórios

O ex-prefeito Celso Pitta (PTN) voltou a negar irregularidades no pagamento de precatórios (dívidas contraídas de sentenças judiciais) durante o seu governo e do seu antecessor, Paulo Maluf (PPB). Pitta prestou nesta terça-feira o terceiro depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Dívida Pública, na Câmara Municipal.Pitta é acusado pela CPI de ser um dos responsáveis pela evolução da dívida pública no seu governo e de Maluf, quando exerceu a função de secretário municipal das Finanças. Para defender-se, ele comparou o aumento da dívida municipal entre os anos de 1995 e 2000 com a dívida da União, no mesmo período."Enquanto a dívida de São Paulo cresceu 176,9%, a da União evoluiu 170,7%, o que coloca as duas no mesmo patamar", disse Pitta, durante o seu depoimento.Outra acusação contra o ex-prefeito é de ele ter sido um dos responsáveis pelo suposto desvio de R$ 607 milhões obtidos com venda de títulos municipais para outras finalidades durante o governo Maluf, como o pagamento de grandes obras.Pela lei, o dinheiro obtido de títulos deve ser usado exclusivamente no pagamento de precatórios. Como das outras vezes em que esteve na Câmara Municipal, Pitta afirmou que as opoerações financeiras para emissão e venda de títulos foram avalizadas pelo Banco Central e Senado Federal.O ex-prefeito esquivou-se quando perguntado sobre os aditamentos do contrato para a construção do Túnel Ayrton Senna, durante a gestão Maluf, e que teriam provocado superfaturamento na obra."Os aditamentos eram de responsabilidade da Secretaria de Obras", resumiu. "A secretaria das Finanças era responsável apenas pela regularidade dos pagamentos."Pitta negou que tenha ordenado às cooperativas do extinto Plano de Atendimento à Saúde (PAS) a contrair empréstimos dos bancos Pine, Schain e Indusval, durante o seu governo. Os empréstimos, no valor total de R$ 56 milhões, estão sendo investigados pela CPI do PAS, em andamento na Câmara.Até às 22h30, o depoimento do ex-prefeito ainda não havia terminado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.