Planalto acena com meta de 2 milhões de casas

Planalto acena com meta de 2 milhões de casas

Apesar de estar muito distante de entregar 1 milhão de casas para a população de baixa renda - até o dia 19 de março, foram contratadas 351.956 unidades - o governo federal anunciou ontem a segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida. O sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já vai assumir o mandato com a meta de construir 2 milhões de moradias nos próximos quatro anos para a população com renda de até R$ 4.650.

Edna Simão / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2010 | 00h00

O programa - uma das principais bandeiras da candidata do PT à sucessão presidencial, ministra Dilma Rousseff - prevê investimentos de R$ 278,2 bilhões. "O Minha Casa, Minha Vida é uma mostra do esforço para garantir que o lar das pessoas seja uma coisa sagrada", afirmou Dilma, ao anunciar a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Para ela, apesar de quase 400 mil unidades terem sido contratadas, o compromisso de atingir 1 milhão de casas até o fim deste ano será atingido. "Colocamos um objetivo mais ousado. De 2011 a 2014 deve ser investido algo perto de R$ 72 bilhões, priorizando ainda mais a população de baixa renda."

O governo vai encaminhar ao Congresso um novo projeto de lei para alterar algumas das condições do programa. A renda do beneficiário, ao contrário do que está previsto na legislação, não vai variar conforme a correção do salário mínimo. Será considerado o mínimo do ano passado (R$ 465) para separar as faixas de renda. Atualmente, o País tem um déficit habitacional de 5,8 milhões de casas.

No programa Minha Casa, Minha Vida 2,60% da meta ou 1,2 milhão de unidades deverão ser construídas para as famílias com renda de até R$ 1.395. Outros 30% (600 mil) para quem recebe entre R$ 1.395 a R$ 2.790. O restante (10% ou 200 mil moradias) vai atender famílias com renda superior a R$ 2.790,00 até R$ 4.650.

Na primeira fase, 80% das casas serão dirigidas para quem ganha até seis salários mínimos - 40% para quem ganha de zero a três e outros 40% para quem recebe de três a seis. Todas as novas moradias serão construídas com aquecedor solar.

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