Planalto lamenta desfecho em momento ruim

O Planalto reconhece que o momento é o pior possível para a saída de Nelson Jobim da pasta da Defesa, mas não lamenta o desligamento do ministro. Em meio à crise na base aliada com as demissões no setor dos transportes, a presidente Dilma Rousseff acreditava que poderia resolver o "problema" Jobim mais adiante, informaram assessores.

Leonencio Nossa / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2011 | 00h00

Dilma não esconde, segundo assessores, o desapontamento com Jobim especialmente na questão dos mortos políticos. O "descaso" do ministro em relação à área coloca em xeque, na avaliação do Planalto, a ideia de que o ministro conseguiu "institucionalizar" a pasta da Defesa, criada em 1995. Jobim deixou incompleto o trabalho de transição da área militar.

Ainda no governo Lula, em 2010, ele ensaiou uma demissão conjunta com os comandantes das Forças Armadas após o Planalto manifestar interesse em criar uma Comissão da Verdade. Lula enxergou o episódio como um sintoma da "tristeza" do ministro que não conseguiu reconquistar espaço na política, após anos usando a toga do Supremo Tribunal Federal, e dobrar líderes do PMDB, para assegurar o posto de vice na chapa de Dilma nas eleições de 2010.

A pedido de Lula, Dilma manteve Jobim no cargo, mas se sentia incomodada com o descaso do ministro em relação ao tema.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.