Corpo de Bombeiros
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Bolsonaro planeja ir para Brumadinho no sábado; Planalto monta gabinete de crise

Estrutura da Vale se rompeu em Brumadinho, atingindo comunidade; ministro do Meio Ambiente irá à região

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2019 | 15h35

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro tem intenção de se descolar neste sábado, 26, às 8 horas, para a região de Brumadinho (MG), onde uma barragem se rompeu na tarde desta sexta-feira, 25. A informação foi dada pelo porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, no Palácio do Planalto.

"O governo acompanha de perto a evolução da situação em condições de colaborar com o Estado de Minas Gerais", disse o porta-voz, lendo uma nota da Presidência. "O presidente da República lamenta eventuais perdas de vidas ocasionadas pelo rompimento da barragem na região de Brumadinho, em Minas Gerais", declarou.

Um gabinete de crise foi montado no Planalto para acompanhar todo o desenrolar da situação decorrente do rompimento da barragem da mineradora Vale na Mina Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte

A barragem 1 da Mina Feijão se rompeu na tarde desta sexta-feira, 25. Segundo a empresa, a área administrativa da empresa foi atingida com funcionários e, portanto, pode haver vítimas. A lama também chegou à comunidade da Vila Ferteco. A Defesa Civil confirmou que há pessoas isoladas.

O gabinete de crise vai coordenar os esforços de todos os ministérios que estarão envolvidos na busca de soluções para o rompimento da barragem e redução de danos. O presidente Jair Bolsonaro está reunido em Brasília com vários ministros para determinar as primeiras ações e equipes técnicas serão deslocadas para a região. 

Não há decisão ainda se o presidente Bolsonaro irá para a região, já que ele chegou na madrugada desta sexta-feira de Davos, na Suíça e deveria se internar no domingo, em São Paulo, para fazer a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia, na segunda-feira. 

Auxiliares diretos do presidente consideraram o episódio uma verdadeira "tragédia ambiental". 

Por determinação do presidente, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, irá a Minas Gerais para ver de perto o tamanho do estrago causado.  Bolsonaro também determinou o deslocamento dos ministros do Desenvolvimento Regional e Minas e Energia e do secretário Nacional de Defesa Civil para a Região.

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