Plano de vôo foi encontrado com corpo do co-piloto

A Divisão de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal informou que foi encontrado junto ao corpo do co-piloto do Boeing, Thiago Jordão Cruso, 29 anos, o plano do vôo 1907. O documento já foi encaminhado à Aeronáutica. O acidente foi o maior da história da aviação brasileira. Não houve sobreviventes.O órgão informou ainda que, além do corpo do co-piloto, o de outras duas vítimas foram encaminhados para exame de DNA porque a documentação obtida até agora não conseguiu comprovar completamente a identidade. O IML comunicou que possivelmente os cadáveres correspondem aos passageiros Carlos Antonio Júnior e Daniel de Abreu Lleras, uma criança de 5 anos.No caso do co-piloto, as dúvidas surgiram porque radiografias da arcada dentária divergiam do que foi encontrado no corpo. Os peritos descobriram um dente de siso, mas as radiografias indicavam que Cruso não tinha mais esse dente. De acordo com a Polícia Civil, o exame de DNA é utilizado quando não é possível fazer a identificação por meio das impressões digitais. "Em alguns casos, precisamos refazer alguns exames que já foram realizados na Serra do Cachimbo (MT). A gente refaz por segurança. Na verdade, quando olhamos, já temos 95% de certeza. Para que a gente tenha 100%, em alguns casos, é preciso refazer o exame. Isso demora mais um pouco para a família. Estamos trabalhando para que não haja nenhum erro na entrega de cadáveres", explicou neste domingo a diretora da Divisão de Comunicação da Polícia Civil, Valéria Raquel Martirena.Ela disse que o piloto, enterrado neste domingo em Brasília, e o co-piloto foram pré-identificados na Serra do Cachimbo, local onde o avião caiu, porque estavam dentro da cabine da aeronave. No entanto, os corpos deles também precisam passar pelo Instituto de Medicina Legal (IML). "O IML só libera qualquer corpo, independente de quem seja, com as provas técnicas. A prova técnica dele (co-piloto) ainda não está concluída e, por isso, o corpo dele ainda não foi liberado", disse. AcidenteO jato Legacy colidiu com o Boeing da Gol, causando a morte de todos os 154 passageiros. A Aeronáutica acredita que tudo foi provocado porque, embora o jato dispusesse de um sofisticado sistema anticolisão, o transponder que permitiria seu funcionamento estava inoperante. E responsabilizou o piloto do Legacy, Joseph Lepore, pelo acidente.O Legacy e o Boeing da Gol estavam na mesma aerovia. O avião da Gol voava na altitude autorizada pelo controle, de 37 mil pés. O Legacy seguiu nos mesmos 37 mil pés autorizados até Brasília, e não desceu para os 36 mil pés como deveria.

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