Plano emergencial para aeroportos está sendo feito, diz Jobim

Medida seria implementada até dezembro deste ano com o objetivo de evitar problemas no Natal e Ano Novo

21 de novembro de 2007 | 09h56

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira, 21, que pretende implementar, até meados de dezembro, um plano emergencial para evitar problemas nos aeroportos durante o Natal e o Ano Novo. As medidas serão apreciadas, antes, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   Em entrevista à CBN, Jobim afirmou que pretende ajustar a malha aérea ao período de pico no fim do ano. O ministro da Defesa afirmou que está tranqüilo em relação aos atrasos nos aeroportos, mas que ainda é preciso fazer ajustes na pontualidade e evitar cancelamentos. Segundo o ministro, após concretizar a indicação da economista Solange Vieira para a presidência da Agência Nacional de Aviação Civil, será feita uma discussão sobre o papel da Anac como fiscalizadora do setor aéreo.   Na terça-feira, 20, Jobim determinou à agência  que investigue os altos índices de vôos cancelados pelas empresas aéreas. Para o ministro, existe a suspeita de que as companhias mantenham o que chamou de "linhas de gaveta". "Há uma suspeita, por parte da Secretaria da Aviação Civil, de que hotrans (autorizações de vôo) são concedidas para que os vôos não se realizem", afirmou, acrescentando que essas autorizações seriam mantidas pelas empresas apenas como reserva de mercado.   Jobim disse que a competência para autorizar as linhas deve passar para o ministério. "Hoje, o governo oferece as linhas aéreas e elas são autorizadas pelo órgão correspondente. Nós vamos retirar da Anac qualquer possibilidade de ela ser o órgão concedente."Questionado sobre a possibilidade de a Anac também fiscalizar o controle do tráfego aéreo, Jobim disse que a questão será examinada. E mostrou-se otimista em relação ao fim do ano, lembrando que a situação dos aeroportos nos feriados recentes melhorou. Para ele, não houve fuga de passageiros nos aeroportos. "Não creio que os passageiros tenham fugido. A notícia que tenho é de que neste feriado as coisas correram bem, não obstante a chuva. O nosso problema agora é a tranqüilidade em relação à regularidade e à pontualidade. Por isso, estamos levantando a questão dos cancelamentos de vôo."

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