Planos de segurança não pararam ataques do tráfico ao Rio

Para cada explosão de violência promovida pelostraficantes de drogas, um novo plano de segurança é anunciado pelo governo. As medidas de combate à criminalidade vêm se repetindo ? a presença das Forças Armadas nas ruas por exemplo, pedida pela governadora Rosinha Matheus (PSB) durante o carnaval é um tema que sempre vem à tona.Nesta quinta-feira, o chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, general AugustoHeleno Pereira, disse que o emprego das tropas no Rio já foi autorizado. O chefia operacional será do Comando Militar do Leste.O secretário de Segurança Pública, coronel Josias Quintal, disse que o governo vai avaliar, depois do carnaval, se haverá necessidade de pedir que as Forças Armadas continuem no Rio para ajudar as polícias.A última vez que os militares vieram ao Rio para garantir a segurança foi nas eleições do ano passado. O Serviço de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública havia descoberto que bandidos tinham planos para atrapalhar o pleito, o que levou a governadora Benedita da Silva (PT) a recorrer ao governo federal.No dia 30 de setembro, por ordem dos traficantes, a cidade havia parado. No primeiro e no segundo turnos, três mil militares ocuparam as ruas e oito mil ficaram de prontidão nos quartéis.Em 1994, durante a ?Operação Rio?, soldados do Exército e fuzileiros navais ocuparam as ruas e subiram as favelas tidas como as mais violentas, com a assinatura de um convênio entre o então presidente Itamar Franco e o governador NiloBaptista. A presença das tropas ? que durou cerca de dois meses ? deu à população maior sensação de segurança, mas houve muitas críticas à sua atuação, já que, pela Constituição, as Forças Armadas não têm atribuição de patrulhar as ruas.Não há números que confirmem a diminuição da criminalidade no período. Dois anos antes, as tropas também haviam sido usadas, durante a Conferência Mundial do Meio Ambiente (Rio-92), que reuniu no Rio 100 chefes de Estado. Na ocasião, 35 mil militares fizeram a segurança da cidade.O último pacote anti-violência foi anunciado pela governadora Benedita da Silva (PT) em junho de 2002, depois que a sede administrativa da Prefeitura foi metralhada por bandidos. Na época, foi formada uma força-tarefa de combate ao crime crime organizado, envolvendo as polícias estadual e federal. Entre as medidas, figuravam as mesmas adotadas em 1994, durante a Operação Rio:aumento do patrulhamento da Baía de Guanabara, por onde supostamente chegam parte das cargas ilegais; policiamento dos aeroportos e de fronteiras, a cargo da Polícia Federal; aumento do efetivo policial empenhado nas ações; esforço maior das polícias rodoviárias do Rio e federal, a fim de criar barreiras à entrada de armas e drogas pelas estradas de acesso ao Estado.O superintendente da Polícia Federal no Rio, Marcelo Itagiba, acredita que a união deesforços no âmbito estadual e federal que está se dando neste momento configura umanova força-tarefa. ?Força-Tarefa é uma seleção brasileira, os melhores valores, que têm os melhores conhecimentos, e bota esse time para jogar junto. Não vejo uma outra forma de combater a criminalidade do que juntando esforços em nível regional e nacional, lutando contra um inimigo comum?, disse Itagiba, nesta quinta.Veja o especial:

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