Plantas aquáticas se espalham pelas praias do Rio

Depois da língua negra em Copacabana, que há duas semanas suja a areia em frente à Rua Santa Clara, cariocas e turistas depararam-se hoje com gigogas nas praias da Barra da Tijuca, São Conrado, Leblon e Ipanema. A planta aquática, que prolifera toda vez que aumenta o despejo de esgoto in natura nas lagoas, ficou espalhada pela areia e pelo mar. A Companhia de Limpeza Urbana retirou ao longo do dia 20 toneladas de gigoga das areias. Foram necessários 24 garis, quatro caminhões, três tratores e duas pás mecânicas. Ontem, a Comlurb já havia recolhido 16 toneladas da planta na Barra da Tijuca.A gigoga se reproduz nas lagoas e tem a função de "filtrar" as toxinas, que ficam presas às suas raízes. Com o despejo do esgoto in natura, as plantas se proliferam em excesso, cobrem a lâmina d´água e são levadas para o mar pela maré."Isso evidencia a total falta de infra-estrutura. No verão, a situação piora porque cresce o número de pessoas na região, os restaurantes aumentam o lançamento de poluentes. Uma rede de esgoto com estação de tratamento evitaria essa situação", afirmou Vera Chevalier, presidente da ONG Eco-Marapendi.De acordo com Vera, as plantas causam impacto visual negativo e atrapalham os banhistas, mas não oferecem risco à saúde. "A gigoga fica em contato com o esgoto, mas seu ciclo de vida é curto. Quando chega ao mar já está morta, decomposta. É mais difícil que transmita qualquer doença", afirmou.

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