Plínio bomba no Twitter

Candidato do PSOL vira celebridade na internet e comemora seu desempenho no debate

Flávia Tavares, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2010 | 00h00

Enquanto os presidenciáveis que aparecem como favoritos nas pesquisas disputam o título de vencedor do debate de quinta-feira na TV Bandeirantes, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) não tem dúvidas: ele foi o vitorioso.

Sua popularidade, ao menos cibernética, deu um baita salto e ele conseguiu se colocar como grande novidade no cenário - uma novidade com 80 anos de vida e 52 de vida política. "Plínio foi a palavra mais citada no mundo no Twitter. Nem entendo muito bem o que é isso", empolga-se o candidato. "Só sei que é muito compensador."

Numa caminhada pelo centro de São Paulo, ontem, Plínio recebeu manifestações de admiração pelo seu desempenho no encontro com os oponentes. Mas o número de pessoas que o seguiram de fato, em carne e osso, ficou na média de 60 pessoas. O que disparou mesmo foram os seguidores virtuais de Plínio. Na quarta-feira, ele tinha cerca de 9 mil. Ontem, até o fechamento da edição, já passava de 15 mil.

"O bom é que é tudo rapaziada, né?", ele se envaidece. E é, mas é uma rapaziada que brinca com a idade do candidato, de forma irônica, embora geralmente carinhosa. "Estou ciente disso, é parte do jogo. Todos têm direito à expressão, mas sinto que a maioria dos comentários foi mesmo de apoio."

A alegria de Plínio por ter alcançado o topo dos tópicos mais populares do Twitter durante o debate poderia ser esfriada se ele visse os números absolutos. De acordo com a consultoria E.Life, entre as 10h de quinta e o meio-dia de ontem, 35.627 mensagens mencionavam o candidato. Dilma Rousseff teve 107.554 menções; José Serra, 67.184; e Marina Silva, 51.263.

Por que ele chegou ao topo, então? "O Twitter mudou recentemente os critérios do ranking, passando a incluir tópicos que tenham um "boom" repentino, que sejam novidade e tenham volume de referências", explica Alessandro Lima, presidente da E.Life.

"Boom repentino" é tudo que Plínio quer ouvir. "Vamos saber só nas próximas pesquisas se esse apoio na internet vai se converter em votos. Mas estou muito satisfeito com a repercussão, porque eu não queria jogar números, queria discutir ideias", diz. Por via das dúvidas, para manter a ascendente nas adesões na web, Plínio voltou a twittar um vídeo, produzido em abril. A primeira frase: "Twitter, my friends".

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