PM acusado de matar criança de 3 anos é julgado no Rio

João Roberto foi baleado durante tiroteio; policiais confundiram o carro da mãe dele com o de bandidos

Da Redação,

10 de dezembro de 2008 | 11h26

O policial militar William de Paula, acusado pela morte do menino João Roberto, de três anos, está sendo julgado nesta quarta-feira, 10, no 2º Tribunal do Júri do Rio. O crime ocorreu em julho, quando policiais militares confundiram o carro em que estava o menino e sua mãe com o utilizado por criminosos, na Tijuca, zona norte. Os policiais dispararam contra o veículo. Além de William, também responde pelo crime o policial militar Elias Gonçalves.   Veja também:  Todas as notícias sobre o caso    Em setembro, a família do menino ganhou na Justiça o direito de receber indenização para tratamento médico, bem como pensão por seis meses do Estado. Paulo Roberto Soares, pai de João Roberto, deve receber R$ 4.150 por mês e familiares receberão R$ 1.245. Após a decisão, o Estado do Rio chegou a recorrer, mas o governador Sérgio Cabral determinou que os procuradores não apresentassem mais nenhum recurso.   A juíza da 4ª Vara de Fazenda Pública, Cristiana Aparecida de Souza Santos, quer que o Estado pague dez salários mínimos - cerca de R$ 4.150 - ao taxista Paulo Roberto Soares, pai de João Roberto, e custeie tratamento psiquiátrico no valor de três salários mínimos - R$ 1.245 - aos pais, avós e irmão mais novo de João, Vinícius, de 1 ano.   Policiais militares que perseguiam bandidos teriam confundido o carro da mãe do menino, Alessandra Soares, com o carro de criminosos que perseguiam e acertaram 17 tiros no carro da família. João Roberto João Roberto foi atingido por três tiros a menos de 50 metros de casa, na Tijuca, na zona norte.

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