PM acusado de matar milionário é preso por falsificação

A situação do ex-PM Anderson Silva Souza, que foi apontado através de telefonema anônimo ao Disque Denúncia como o provável executor da morte do milionário da Mega Sena René Senna no último dia 7 de janeiro na cidade de Rio Bonito, interior do Estado do Rio, complicou-se ainda mais. Ele, que se apresentou nesta sexta-feira, 2, ao delegado de homicídios Roberto Cardoso, protestando inocência e, segundo seu advogado, Julio Braga, alegando ser um estudante de direito e pessoa honesta, acabou sendo preso em flagrante por uso de documento falso, ou seja, por crime de falsidade ideológica. Anderson apresentou uma carteira de perito judicial que, segundo a polícia, é falsificada, já que ele nunca exerceu esta função. Este cargo, segundo Cardoso, é preenchido por indicação de juízes de direito e é necessário que o beneficiado tenha curso superior. O advogado Júlio Braga também negou que Anderson, cuja prisão temporária tinha sido decretada anteriormente pela juíza de Rio Bonito, tenha sido amante da viúva do milionário da Mega Sena, Adriana de Almeida. Segundo Braga, a mulher de Anderson, Janaína, é uma professora de educação física e jamais foi garota de programa, como a polícia acusou. Com a prisão em flagrante de Anderson por falsidade ideológica, o delegado Roberto Cardoso sequer o interrogou pelo assassinato do milionário, pelo qual ele é um dos principais suspeitos.

Agencia Estado,

02 Fevereiro 2007 | 17h21

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