PM admite atraso no socorro a ex-refém

A Polícia Militar admitiu ontem atraso no atendimento ao advogado Ademar Boaventura Michels, de 60 anos.Na quarta-feira, ele conseguiu sair do cativeiro onde era mantido refém havia 17 dias e morreu de enfarte enquanto esperava a equipe da PM, no Alto de Pinheiros, zona oeste da capital. Segundo a Polícia Civil, o advogado pediu ajuda a um guarda noturno na Rua Diógenes Ribeiro de Lima e contou que havia saído do cativeiro. Michels pediu água e sentou na calçada. O guarda ligou para a PM no telefone 190. Segundo nota divulgada pela corporação, a ligação para a polícia foi feita à 0h52. De acordo com a corporação, a equipe só chegou ao local 40 minutos depois. A PM informou que a ocorrência deveria ter sido atendida em 10 minutos e a demora foi considerada falha grave. A PM lamentou o desfecho do caso e informou que o problema será apurado com sindicância interna. Parentes do advogado disseram que ele havia sido sequestrado na porta de seu escritório, em Diadema, na Grande São Paulo . O carro dele teria sido cercado por criminosos. A polícia investiga o sequestro, mas ainda não sabe se o advogado fugiu do cativeiro ou se foi libertado. Michels foi chefe de gabinete da prefeitura de Diadema por dez anos. O sobrinho do advogado, Antônio Michels, disse que a morte do tio poderia ter sido evitada se as pessoas tivessem ligado primeiro para o Samu. "Faltou bom senso."

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