PM afasta 13 policiais acusados de tortura em presídio

A Polícia Militar de Pernambuco afastou, nesta quinta-feira, 13 policiais da função que desempenhavam como guardas penitenciários no presídio Aníbal Bruno. Eles foram acusados de prática de tortura em 25 detentos que ocupam as celas 5, 6, 7, 8 e 9 do Pavilhão R, setor de disciplina da unidade. A denúncia foi feita pelo Serviço Ecumênico de Militância nas Prisões (Sempri) e pela Associação de Defesa dos Usuários de Plano, Seguro e Sistema de Saúde (Aduseps).Os detentos foram encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML) para exame de corpo delito, assim como um policial militar que machucou a mão, que estava enfaixada. O laudo deverá ser divulgado na segunda-feira. O promotor de justiça das Execuções Penais no Estado, Marcellus Ugietti, visitou o Pavilhão R e ouviu os presos. Ele não acredita em crime de tortura. "É difícil ocorrer tortura em 25 pessoas por 13 policiais em um pequeno período de tempo (final da noite de segunda-feira)", afirmou ele. "A priori, deve ter havido um incidente com lesões nos presos". Os detentos apresentaram lesões leves e médias, cortes, hematomas e escoriações. Segundo o promotor, a dúvida é se a agressão dos policiais militares foi gratuita ou no cumprimento do dever.De acordo com oito detentos ouvidos, duas das celas têm cozinha e os presos passaram a arrastar pratos de uma para outra cela, o que teria irritado os policiais que passaram a agredi-los, sem explicação. De acordo com a PM, os presos resistiram a uma revista nas celas e os policiais tiveram de usar força para não perder o controle da situação.Os policiais foram afastados da função a pedido do promotor Ugietti, enquanto são realizadas as investigações.

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