PM anuncia fim da rebelião de presos no Rio

O subsecretário estadual de Administração Penitenciária, coronel Spargolli, afirmou na noite desta segunda-feira que a rebelião na Casa de Custódia de Benfica, zona norte do Rio, terminou após mais de 60 horas de duração. Com o restabelecimento do fornecimento de energia, policiais entraram na unidade, que abriga 900 pessoas, e começaram a recolher as armas usadas pelos detentos. A rebelião começou às 6 horas de sábado, após a fuga de 14 presos.As negociações entre os presos e a polícia, interrompidas na noite de domingo com a morte do agente penitenciário Marco Antônio Borgatte, um dos reféns, foram retomadas logo no início da manhã de hoje. Circularam informações, não confirmadas oficialmente, de outras mortes. Os primeiros resultados só começaram a aparecer após a chegada do pastor Marcos Pereira da Silva. A comissão negociadora relutou em procurar o pastor Silva, já que ele tem entre seus fiéis parentes de líderes do Comando Vermelho. Em conversa, por telefone, com o Estado, o pastor negou ser ligado a facções criminosas e disse ter intermediado cerca de 10 rebeliões como essa. ?Os presos me respeitam porque trabalho com a população carcerária há 15 anos?, afirmou.Autoridades estaduais trocaram acusações sobre a responsabilidade pela rebelião. O secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, chegou a admitir que considerava inadequadas as instalações da casa de custódia, mas argumentou que era a melhor solução para evitar a superlotação de delegacias. O subsecretário de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, rebateu, dizendo que o presídio foi bem planejado e a localização era adequada.

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