PM atira em estrangeiros por engano no Ceará

Policiais alegam que tinham informações de que bandidos fugiam em carro igual ao das vítimas

Carmen Pompeu, especial para O Estado

27 Setembro 2007 | 12h51

Uma mulher brasileira e dois estrangeiros, um espanhol e um outro italiano, foram gravemente feridos, na noite de quarta-feira, 26, durante uma ação desastrosa da polícia cearense. O carro, uma Hilux preta, ocupada por dois casais que voltavam do aeroporto, foi confundido por policiais com um outro veículo usado na fuga de assaltantes que teriam roubado um caixa eletrônico.   Os policiais alegam que pediram duas vezes para o carro parar. Ao não serem atendidos, eles abriram fogo contra a Hilux. As vítimas, no entanto, dizem que os policiais já chegaram atirando. Somente depois da abordagem, é que a polícia recebeu a informação de que o veículo dos assaltantes seria uma camionete S-10.   O espanhol Marcelino Ruiz Pompeu, de 38 anos, corre o risco de ficar paraplégico. O italiano Inozenzo Brancatio, 39, teve o antebraço fraturado por um dos disparos. A mulher dele, Denise Campos, teve escoriações no joelho direito. Na Hilux, 25 marcas de perfurações feitas com pistolas e metralhadoras, além de muito sangue.   Inocenzo e Denise residem no Ceará. O casal havia se dirigido ao Aeroporto Internacional Pinto Martins para receber os dois amigos que vinham da Espanha: Ruiz e a mulher, conhecida apenas como Mar. De acordo com a polícia, sete policiais ordenaram que a Hilux, com vidros com revestimento escuro, parasse. A suspeita era a de que o veículo seria conduzido por um grupo de assaltantes, que, momentos antes, havia roubado um caixa eletrônico.

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