PM busca sargento acusado de extorsão no caso do filho de Cissa

Segundo pai do atropelador, policial recebeu R$ 1 mil para que o filho não fosse conduzido à delegacia

Pedro da Rocha, da Central de Notícias,

24 de julho de 2010 | 17h04

SÃO PAULO- A Polícia Militar do Rio de Janeiro efetua buscas para encontrar o sargento Marcelo Leal de Souza Martins, um dos policiais que liberou o carro que atropelou e matou Rafael Mascarenhas, na madrugada da última terça-feira, 20.

 

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Apesar de procurado, o sargento ainda não é considerado foragido. Só o será se não tiver se apresentado no batalhão da PM até 48h depois de determinada a prisão, prazo que expira no domingo - a prisão foi pedida na sexta pelo comandante da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte.

 

Entenda o caso

 

A prisão administrativa do sargento e do cabo  Marcelo Bigon  foi pedida após Roberto Bussamra, pai do atropelador, ter dito em depoimento na 15ª Delegacia de Polícia que os policiais militares que abordaram seu filho na saída do túnel onde aconteceu o atropelamento que matou o filho da atriz Cissa Guimarães, Rafael Mascarenhas, receberam R$ 1 mil para que o carro não fosse conduzido à delegacia. Ainda segundo Roberto, os PMs teriam tentado extorqui-lo em R$ 10 mil.

 

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, anunciou que a Procuradoria do Estado recorrerá da decisão do juiz de plantão no Tribunal de Justiça, Alberto Fraga, que negou o pedido de prisão preventiva para os dois militares.

 

"Nós vamos recorrer, a Procuradoria do Estado vai recorrer. O que esses policiais fizeram é de um desprezo, de uma marginalidade que envergonha", disse Cabral, acrescentando que policial que age assim "é marginal, pior que marginal. É bandido ao quadrado". Ele, porém, lembrou que "a maioria da corporação é digna, séria e honrada e se envergonha com esse tipo de papel".

 

O pedido da prisão preventiva foi determinado pelo comandante da corporação coronel Mário Sérgio Duarte. A recusa do juiz não impediu, porém, a prisão administrativa - que dura 72 horas - dos dois policiais, decretada pelo mesmo Duarte. Bigon apresentou-se no fim da manhã de ontem ao 23º Batalhão de Polícia Militar (BPM), no bairro do Leblon, zona Sul do Rio. Martin está sendo esperado para não ser dado como desertor. Na segunda-feira, o Ministério Público Militar deverá pedir à Auditoria Militar novamente a prisão preventiva de ambos.

 

Atualizado às 17h31

 

 

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