PM coloca tropa de choque como alternativa de desocupação da reitoria da USP

Coronel do Comando de Policiamento da Capital, no entanto, disse que espera movimento pacífico

estadão.com.br,

04 de novembro de 2011 | 11h47

SÃO PAULO - Diante da contrariedade dos estudantes da USP em não desocupar a reitoria depois da liminar concedida na última quinta-feira pela Justiça, o coronel do Comando de Policiamento da Capital (CPC), Marcos Chaves, afirmou que a polícia já tem um planejamento pronto. Crente de uma saída pacífica dos alunos, o oficial não acredita que medidas mais drásticas sejam tomadas. Em todo caso, Chaves não descartou o uso da tropa de choque.


"Provavelmente não haverá necessidade do emprego da tropa de choque. Acreditamos que os alunos entenderão que sua conduta é irregular e ilegal frente à decisão judicial. Então acho que não teremos nenhum problema", disse o coronel.

Os estudantes têm o prazo de 24 horas para deixar o local, contados a partir da notificação oficial.

A PM não está com homens no local, que segue ocupado por manifestantes. Para Chaves, o fato de os alunos serem contrários à presença de militares no campus não torna essa reintegração diferente de outras já feitas pela polícia.

Invasão. Estudantes invadiram a reitoria depois de uma votação em assembleia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) decidir pela desocupação do prédio da faculdade. O local foi invadido na sexta-feira passada, quando PMs detiveram três alunos da Geografia flagrados fumando maconha no campus.

Os alunos da USP queriam a saída da Polícia Militar do campus da Cidade Universitária e a retirada de quaisquer processos administrativos contra estudantes, professores e funcionários.

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