PM de Sergipe suspende greve até quarta

Cerca de 5 mil policias militares de Sergipe decidiram retornar ao trabalho nesta sexta-feira, no final da manhã, depois de uma semana de greve por melhores condições salariais.A paralisação atingiu quase 100% da corporação. A decisão foi tomada em assembléia da categoria, realizada no quartel da PM, depois da intervenção do prefeito Marcelo Deda (PT), que faz parte de uma comissão criada para negociar entre os grevistas e o governo do Estado.Além da reivindicação salarial, os policiais também querem a saída do comandante da PM, Antônio Freitas Alcântara, que é coronel reformado do Exército. O comando de greve alerta que a greve será retomada se até quarta-feira o governador Albano Franco (PSDB) não enviar para a Assembléia Legislativa de Sergipe um projeto de lei que contemple a principal reivindicação dos militares.Eles querem que o governo promova a readequação salarial, levando em consideração as gratificações conquistadas pela categoria.Essa reivindicação vem sendo cobrada pelos militares desde agosto do ano passado, sem ser atendida pelo governo. Durante a semana de greve, a violência aumentou em Aracaju e no interior do Estado. Segundo a Polícia Civil, o aumento dos crimes, nesse período, foi de 30%. Segundo o comando da greve, o vice-governador do Estado, Benedito Figueredo (PMDB), se comprometeu a enviar para a Assembléia Legislativa o projeto de lei que garante melhores condições salariais para os militares.Além do prefeito, participaram da comissão de negociação o presidente do Tribunal de Justiça, Antônio Góes, o presidente da Câmara Municipal de Aracajú, Sergio Góes (PSDB), o líder do governo na Assembléia, Ulices Andrade (PSDB), e o líder da oposição, Alberto Bezerra (PT).

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