PM diz que pune abusos e foco é ter apoio da população

?Nunca acovardarei a tropa?, afirma comandante do CPChoq, que aposta em ação social para mudar imagem

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2024 | 00h00

O Comando de Policiamento de Choque (CPChoc), ao qual está subordinada a Rota, negou na sexta-feira ter conhecimento das denúncias de execuções feitas ao Estado pelo soldado P. "Quando ocorrem desvios, eles devem ser apurados e punidos", diz o coronel Joviano Conceição de Lima, comandante do CPChoq. O governador José Serra afirmou a mesma coisa ontem. "Investigamos todas as denúncias e, quando é o caso, punimos." O comandante disse que confrontos violentos envolvendo homens da Rota são investigados em inquéritos policiais-militares e, se for o caso, pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. "Somos fiscalizados." O importante agora, afirmou o coronel, é conquistar a população para que ela se torne aliada da polícia no combate ao crime. Crítico da atuação da Polícia Militar, o ouvidor da polícia, Antônio Funari, admitiu que a atitude do comando mudou desde os anos 70, quando a PM premiava policiais que matavam bandidos. Uma das apostas do coronel para mudar a forma como a população vê o CPChoc é a série de Operações Saturação. Já foram feitas nove e a décima está em curso na Favela Alba, no Jabaquara, zona sul de São Paulo. "Nunca acovardarei a tropa, que enfrenta bandido com fuzil. Isso não vou fazer. Mas você acha que eu vou tratar dos dentes de uma criança para depois submetê-la a uma arbitrariedade? Não. Nossas ações serão sempre dentro da ética e da legalidade. É isso que explico a eles", disse o coronel. Na sexta-feira, nono dia de operação na Alba, começou o atendimento odontológico das primeiras 27 crianças da favela. Os policiais já prenderam 31 pessoas em flagrante na Alba, antigo reduto do Primeiro Comando da Capital. E apreenderam 150 quilos de drogas.

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