PM do litoral aciona alerta contra atentados

O comando de Policiamento do Interior 6 (CPI-6) encontra-se de prontidão para evitar eventuais atentados às unidades militares da região, como os que foram registrados na semana passada em São Paulo, atribuídos à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Quem passa pela Avenida Coronel Joaquim Montenegro (Canal 6), onde está localizado o quartel regional da Polícia Militar, já percebe que existe um esquema preventivo para impedir possíveis ataques. Cones e cavaletes foram instalados ao longo da avenida para restringir a velocidade de veículos nas proximidades do quartel. Outra medida que chamou a atenção foi a de interditar o trânsito na Rua Marquês de São Vicente, em frente à Base Comunitária do bairro do Campo Grande, onde em novembro de 2003 foi registrado um atentado contra os policiais. Em todas as unidades da região, segundo informa o coronel João Leonardo Mele, que comanda o CPI-6, foi adotada a utilização de armamento pesado. Como já vem ocorrendo na capital, o efetivo passou a atuar sempre em dupla e com mais de uma viatura no mesmo local. Um outro reforço policial pode ser observado por intermédio da presença maciça de viaturas das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), que circulam com mais freqüência, não só pelas praias, mas também pela periferia das nove cidades que integram a Região Metropolitana da Baixada Santista. As medidas que estão sendo tomadas agora têm como objetivo impedir os atentados já registrados na região. No final de 2003 ocorreram 11 atentados na Baixada Santista, deixando um saldo de um policial morto e vários feridos. A base do Campo Grande, em Santos, e da praia de Santa Cruz dos Navegantes, em Guarujá, foram alvo dos atentados atribuídos ao PCC.

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