PM do Rio terá serviço itinerante para ouvir cidadão

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio, Ubiratan Ângelo, anunciou nesta quinta-feira, 5, um pacote de medidas para defesa da vida e redução da violência armada. A criação de um serviço de atendimento ao cidadão itinerante é uma das iniciativas. O serviço é um trailer da polícia, que ficará localizado em pontos estratégicos da cidade para recolher críticas e sugestões. A polícia do Rio é a que mais mata e a que mais morre no País, segundo dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública. A maioria das medidas anunciadas será implementada já a partir da semana que vem. No entanto, nenhuma das ações é especificamente voltada para reduzir o número de policiais mortos. Nos três primeiros meses desse ano, 34 policiais foram mortos - 23 estavam de folga. Para o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, o lançamento desses programas não deve ser comemorado. "Nada do que está sendo feito é motivo de comemoração. A situação exige uma atuação profícua e profissional", disse ele. Em sua opinião, a PM está demonstrando ter compromisso com a população. Além do trailer itinerante, o serviço de atendimento ao cidadão também será feito diariamente, em horário comercial, no Quartel-General da PM, no centro do Rio. O comandante Ângelo fez questão de frisar que o serviço não substitui o Disque-Denúncia. Desde setembro, a corregedoria da PM acompanha o número de tiros disparados por cada policial e deve divulgar a análise desses dados em breve. No dia 13 de abril, deverá ser apresentado o resultado de um estudo detalhado dos 12 casos mais recentes de mortes de policiais. O objetivo do relatório é fornecer subsídios para a formulação de políticas de redução da morte de policiais. Na semana seguinte, no dia 18 de abril, acontecerá o 2º Seminário de Segurança do Policial Militar em Serviço e de folga, onde essas questões voltarão a ser debatidas. A partir da semana que vem, será instalada a Comissão Especial Relatora de Processos Administrativos Disciplinares, para dar agilidade a processos que apuram eventuais abusos de policiais e, se comprovados, podem levar a expulsão da corporação.

Agencia Estado,

05 Abril 2007 | 19h50

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